Espíritos da Natureza e Seres Elementais

O Conhecimento Essencial de uma Realidade Maior para uma Nova e Mais Profunda forma de Ecologia

por Robert Rajabally
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Vivemos numa época em que esse assunto ao mesmo tempo pode parecer obscuro e fora do contexto científico atual, como também pode ser visto como um dos assuntos mais prementes e necessários de se incorporar ao conhecimento científico-ambiental justamente hoje e certamente no futuro próximo. É só uma questão de como se olha, qual o nosso pano de fundo pessoal e profissional e a qualidade das informações que temos ao olhar.

História & Arte / Natureza é um conceito que está estreitamente ligado à busca, inspiração e realização de um conhecimento mais profundo da realidade através do estudo contínuo e da aplicação da Arte Naturalista para desbravar essa que é a maior e derradeira fronteira que ainda nos resta descortinar para termos uma compreensão maior do desabrochar e propósito da Vida e onde nos inserimos nela. Como se diz, o Paradigma mundial (ou seja, o consenso coletivo sobre um determinado assunto que estabelece modelos para serem seguidos) precisa mudar em relação ao meio ambiente, o Planeta e a vida humana se queremos entender e implementar de fato os mecanismos da tão propalada sustentabilidade do desenvolvimento e isso precisará incluir, em algum momento, a realidade dos Espíritos da Natureza.

undinePode-se pensar que é cedo (ou tarde!) para tais noções pois ainda estamos muito enraizados na forma costumeira de pensar e agir e que todo o nosso modo de vida, economia, governos, sistema financeiro, negócios etc se baseia nela e não vai mudar. Mas a Vida não parece concordar com isso e já vivenciamos todos os dias as consequências desastrosas desse modelo em todos os níveis, do pessoal ao mundial, portanto não há sentido em adiar mais esse despertamento e valerá para quem o fizer, pois o tempo urge. O fato é que a vida é multidimensional e muito mais vasta do que temos visto até agora pois ao longo do nosso lento desenvolvimento pelos séculos afora fomos escolhendo perceber somente uma parte da Realidade, restringindo-a à porção que podemos racionalizar através de uma lógica causal, sendo constantemente influenciados para isso também. Ou seja, não vivemos na realidade em si mas numa parte dela que extraimos e construimos para nossas vidas. Estamos agora vivendo o auge de uma fase que ao mesmo tempo exacerba e esgota essa forma de percepção para abrir caminho para uma outra mais ampla e verdadeira que irá abranger uma porção maior dessa Ecosfera.

Essa visão, quando bem empregada, revela que empresas e novas iniciativas em todo o mundo estão surgindo, mudando e criando novas soluções de escala devido à essa necessidade fomentada com vigor em reuniões, documentos, análises, pesquisas e fóruns mundiais, ou seja: muitos empresários e diversas áreas científicas já entenderam que algo grande está acontecendo que vai mudar tudo como nunca antes (e näo me refiro a mudanças meramente tecnológicas, mercadológicas, de consumo ou de comunicaçäo); essa impulsão estava prevista há décadas e já começou, na verdade estamos testemunhando isso todos os dias e também somos seus agentes quer saibamos ou não. O ritmo dessas mudanças está mais rápido a cada dia, numa convergência global de fatores que se dirigem a um objetivo transformador como nunca antes na Terra, objetivos esses que nunca foram somente físicos, econômicos, políticos e sociais, mas são antes do Despertamento da Consciência para atingirmos uma nova relação cooperativa e conectada com a Vida com a correspondente transformação íntima de toda matéria de que se constitui o planeta. Há uma urgência no ar e esta não é só de adaptar empresas aos novos tempos para não perder os lucros ou ficar de fora, mas de descobrir a conexão que há entre as várias partes da Vida e suas consequências. Nisso, nem tudo são acertos, pois diversos dogmas e véus científicos e religiosos, crenças pessoais e interesses inconfessáveis ainda precisam cair para realmente entrarmos na fase que descrevo aqui.

É também importante sabermos que todos nós estamos sempre contribuindo para com o mundo em que vivemos, quer seja mantendo ou recriando a ilusão diária, com nossa omissões, idéias e ações que reforçam tudo como está, quer seja com ações mais positivas para despertarmos individual e coletivamente para vivermos uma vida mais gratificante e legítima em todos os níveis, desenvolvendo uma nova responsabilidade pessoal e profissional, aprendendo enfim a conjugar a liberdade conquistada com a maturidade de aceitarmos suas consequências. Nós do H&A/N, desejamos dar nossa  pequena contribuição a esse momento histórico, mostrando aqui que, sem uma boa dose de Integridade, Profundidade e Sentir nessa busca, não teremos o conhecimento ou as condições necessárias, pessoais ou coletivas como sociedade, para darmos esse Salto Quântico10, cientes de que isso nunca pode ser apenas um exercício técnico frio, meramente intelectual-racional, científico-acadêmico ou empresarial, como também não é uma questão de progresso tecnológico. É algo que requer Coração, que requer Sentir e o melhor de cada um de nós e mais um tanto.

A cada dia que se passar veremos mais disso aparecendo em toda parte, mas é essencial saber peneirar o que se vê e ouve para termos uma visão menos turva e não cairmos em falsas conclusões do que significam, pois o banal, a inversão de valores e o sensacionalista competem lado-a-lado, como nunca antes, com o genial, o legítimo e o sublime pela nossa atenção e energia, cabendo a nós nestes tempos de atividade e pressões febris, o indispensável discernimento, para saber identificar as verdadeiras intenções e significado de uns e outros. Estamos escrevendo sobre tudo isso há muito tempo e, tanto aqui como no site do iDStudio que criou o H&A/N, você poderá encontrar muitas das informações que podem ajudá-lo a colocar todas essas mudanças na perspectiva do que realmente significam, num esforço de disponibilizar as melhores informações em Português e em redação nova, própria e aprofundada procurando reunir e unir todos os pontos científicos e espirituais relevantes, ou seja, oferecer os fatos mais essenciais de percebermos, sem modismos. Para alguns será fácil, como algo muito esperado, embora não seja algo que se alcance sem muito empenho, enquanto para outros pode ser quase impossível se desvencilhar dos dogmas que definiram até hoje o que é "real" e o que não é e sair da prisão dos 5 sentidos, mas a recompensa será enorme e ninguém poderá ficar de fora ou em cima do muro para sempre.

O Básico

O assunto aqui não é místico, fantasioso ou sobrenatural, não é New Age e tampouco representa o pensamento de alguma religião ou filosofia isoladamente. Entender isso é o ponto de partida para mudarmos nosso paradigma, nossa visão pessoal e de nossas profissões, se quisermos avançar de fato. Também não há aqui a preocupação de retratar o assunto de forma histórica, apenas listando folclores e crenças de cada povo e época ou mesmo de repetir apenas informações científicas comuns, pois o propósito aqui é de procurar mostrar sua Realidade Viva em contraste com o cenário social e científico atuais, com informações mais avançadas e incomuns de serem encontradas no Brasil reunidas dessa forma, sem perdermos mais tempo com o excesso de formalidades acadêmicas ou com curiosidades que apenas repisam e repetem as mesmas coisas da mesma forma para fins de entretenimento e informação superficiais. É tempo de aproveitarmos melhor o tempo, fazendo avançar nossa visão coletiva.

Se há uma crença a ser apontada, esta seria melhor representada pela crença científica de que a Vida é apenas material e fruto de combinações ao acaso. Essa supersimplificação quase infantil em suas noções deixa de lado vastas informações em contrário, hoje cada vez mais comprovadas com os avanços da Física Quântica e com os projetos e conquistas pessoais em todo o mundo que não são noticiados com seriedade e competência, não são informados ao estudante para sua formação acadêmica mais ampla ou sequer traduzidos para o português, com raras exceções.

Para podermos de fato ter informações sobre a realidade dos Espíritos da Natureza, é preciso também lançar um olhar sereno mas atento à base científica que sustenta nosso modo de vida e a condição da nossa sociedade atual, pois sem isso, estaríamos apenas semeando a superfície, por assim dizer, sem olhar a qualidade mental e espiritual desse 'solo humano', o que é absolutamente essencial para sermos coerentes com a profundidade do assunto tratado e se queremos colher um proveito real e duradouro de um estudo dessa envergadura que nunca deve ser abordado por simples curiosidade. Com esse ideal em mente, procurarei mostrar aqui a relação entre as coisas que nos rodeiam diáriamente para tentar estabelecer um sólido e seguro fio condutor que nos ajude a entender e a descortinar mais disso que chamamos de Realidade. Então vamos lá:

Para que a Vida, como a conhecemos, possa sequer existir e se desenvolver como vemos, é preciso que haja um suporte, uma intermediação e uma interação dinâmica entre seus diversos agentes, como em todos os fenômenos naturais que nunca são isolados. Fala-se sempre que deve haver equilíbrio nas coisas, nos ecossistemas, nisso e naquilo, mas esquecemos que igualmente deve haver equilíbrio na pesquisa e aplicação da ciência. Depois de passarmos por longas épocas de obscurantismo, de uma maior predominância de crenças e superstições, entramos na chamada era positiva da ciência para explicar as coisas à luz da razão. Este fato importante no entanto, deixou o equílbrio de lado para se afirmar essa nova forma de conduzir a ciência como unica fonte reveladora - e controladora - da Verdade do mundo, propositalmente e progressivamente misturando, criminosamente confundindo e abafando o Conhecimento do invisível conquistado há milênios com as supertições e ignorância da época. Se esse era um conhecimento conquistado e mantido por milênios e em todo o planeta, é bastante óbvio que se sabia que ele já existia muito antes dessa fase de obscurantismo que se quis superar com o novo positivismo científico e portanto também muito antes das religiões organizadas modernas surgirem e quererem suprimir a qualquer custo esse conhecimento para seus próprios propósitos, por exemplo rotulando tudo como paganismo; porém, esse é um Conhecimento que era e continua sendo, uma parte essencial do Conhecimento do Mundo, nossa herança por direito, que nunca poderia ter sido abafada, ironizada ou relegada à vala comum das superstições e crendices dos ignorantes, em nome do 'progresso'. Só isso já constitui uma atitude anti-científica e eminentemente desonesta porque usa o caminho fácil da ironia diante do intangível.

O conhecimento ancestral sobre o mundo invisível que nos cerca sempre fez parte de todas as civilizações que por aqui passaram - naturalmente em diferentes graus de noção - e nunca foi somente o domínio de xamãs e curandeiros, como alguns gostariam, pois a alta ciência de outrora comungava entre si e o povo os mesmos conhecimentos e por isso também não poderia ter sido ignorado ou encarado de forma condescendente hoje. Apesar de toda destruição proposital desse conhecimento, ele ainda existe em grande volume, qualidade e detalhe em toda parte, hoje, graças aos que o preservam e resgatam, com integridade e competência, do esquecimento da sociedade moderna que parece diluir-se a cada geração, embriagada em substituir a Era do Conhecimento pela Era da Informação. Esperemos que esta última, pelo menos, seja bem usada e possibilite a redescoberta e o retorno da outra para muitas pessoas, pois só um despertamento coletivo pode mudar as coisas enquanto é tempo. Esse Conhecimento Maior é um conhecimento que permanece íntegro e legítimo, mesmo quando despido de algumas alegorias ou linguagem mais arcaica que não são mais necessários hoje; por isso mesmo, a moderna ciência humana nunca poderia ter ignorado tantas informações convergentes advindas de toda parte e através dos tempos, violando portanto um dos principais preceitos dessa mesma ciência que é a curiosidade honesta de ao menos procurar ver de perto do que se trata antes de descartar algo como não-científico, ainda enfraquecendo e diluindo o interesse de futuras gerações por esse assunto vital, como se já estivesse resolvido a contento ou sequer merecesse a atenção de pessoas 'sérias', quando na verdade a realidade é bem outra. Muitas vezes também a superficialidade do olhar faz descartar algo especial prematuramente quando não se sabe escolher as fontes certas de estudos e informações quando há tanta coisa de enorme valor no mundo para quem sabe discernir entre o precioso e o banal, o verdadeiro do oportunista, o valor permanente do modismo passageiro.

A persistência nesse caminho estreitou nossa visão para o que está hoje: uma visão quase unicamente materialista da vida e sua finalidade, mas sem nunca explicar esta última, concentrando-se somente na infinita análise da mecânica do seu funcionamento, ou seja, a ciência humana conseguiu se estabelecer na sociedade como intérprete da realidade para os leigos fixando-se em dissecar até o último átomo o funcionamento óbviamente inteligente do mundo mas afirmando uma mecânica sem causa e finalidade idem, quando esquecem que até uma máquina nunca é criada sem propósito definido e nunca ao acaso! A despeito dessa atitude, a ciência humana foi forçada pelos mecanismos da Vida a descobrir inúmeras coisas que não se encontravam ao alcance da visão e nem eram tangíveis mas que nem por isso não eram reais: ondas de luz, frequências e ondas eletromagnéticas que existem num âmbito onde não podemos ver sem o auxílio de aparelhos cada vez mais sofisticados e sensíveis. Num corriqueiro exame de raios-x empregamos ondas que não podemos ver mas que já conseguimos registrar em filme com o auxílio de equipamentos criados para isso. Unindo esses dois aspectos: o da Vida não acontecer sozinha com o fato de que até hoje já descobrimos tanto do que não veríamos sem o auxílio de aparelhos cada vez mais sensíveis, é bastante natural continuarmos nessa direção e admitirmos sem afetação, que há mais para se saber que existe no invisível e que é apenas uma questão de tempo e de sensibilidade de nossas máquinas, para não dizer de nós mesmos!

Embora o método científico legítimo e normal seja uma progressão de correções e aperfeiçoamentos de suas premissas até se chegar ao conhecimento sólido sobre algo, nunca devemos nos esquecer de que a mesma ciência que sentencia o que é e o que não é "real", é também a ciência que teve que voltar atrás inúmeras vezes para admitir o que ontem era tido como superstição e fantasia, centenas de coisas em todas as áreas do saber que um dia foram alvo de riso e descrença e que hoje são nosso dia-a-dia. Da mesma forma a ciência teve de voltar atrás em seus dogmas inúmeras vezes ao longo da história humana para corrigir o que ontem era 'lei'. As contradições da nossa ciência oficial não param aí, pois mesmo hoje, modernas teorias como a do Big Bang são propaladas como fato e já adotadas pelas escolas para formar os jovens, quando não há o requisito principal: a prova, há somente fortes indícios de que assim seja; deveríamos nos perguntar: de onde parte a decisão e ordem para que algo assim seja já amplamente difundido na mídia como um conhecimento de fato, por exemplo para documentários e na confecção de novos materiais didáticos para escolas e com que propósito? Ora, há "indícios" bem mais fortes em favor da Realidade Maior e da existência dos Espíritos da Natureza, sem falar de assuntos correlatos como a vida após a morte, a existência e sobrevivência da alma, a telepatia etc. e sua comprovação seria bem mais fácil e infinitamente mais útil do que uma teoria de escala cósmica que não muda a realidade do dia-a-dia das pessoas ou nosso modo de vida onde ainda se acha que não há consequências após a morte para o que fazemos em 'vida', uma das principais noções falsas que mantém o estado de desatinos e desmandos na nossa sociedade que não faria o que faz se soubesse das consequências. Mas o que vemos é que isso é oficialmente sistematicamente ignorado como sendo irrelevante ou fantasioso e como algo que pertence a religiões e crenças pessoais (um vale-tudo imaginário e inócuo), porém assim se decidiu sem uma investigação séria das vastas informações em contrário e sem o uso do bom senso, liberdade de pensamento e da intuição, nossos principais recursos como seres humanos, já que hoje passamos da fase de sermos guiados apenas por um instinto puramente animal. Felizmente, por outro lado hoje em dia, a Física Quântica que mencionei está cada vez mais comprovando os fenômenos da consciência conhecidos há milênios pela ciência oculta, derrubando os mais sólidos dogmas, por exemplo, de como a mente age sim sobre a matéria, que esta ainda é ilusória ou ainda descortinando uma nova e empolgante visão holográfica do universo e da chamada 'Realidade', enfim, definindo um novo e revolucionário sentido para as palavras Evolução1 e Conexão. Falta termos a humildade de admitirmos que essa tem sido a base do chamado 'método científico', que perdura até nossos dias, para seguirmos em frente com a mente mais aberta e menos constrangida por dogmas e corporativismos que são apenas excrescências humanas que não existem na Vida Real que investigamos, isto é, se queremos realmente ter honestidade na investigação científica. Se isso não é possível, então temos que admitir o estado enfêrmo da nossa ciência que não possui a apregoada liberdade, isenção, independência e integridade necessárias para pesquisar, sendo portanto ilegítima para guiar a humanidade dessa forma totalitária como vem fazendo. De uma forma ou de outra, não se pode escapar da verdade para sempre. Eis aí então a nossa preciosa lógica e racionalidade postas para um bom uso! Vamos pôr essa honestidade em prática então e ver um pouco mais sobre tudo isso:

É um fato já bem conhecido e batido (embora ainda não assimilado na forma como conduzimos nossas percepções no dia-a-dia), mostrado em intermináveis documentários disso e daquilo, que nossa visão funciona apenas numa faixa muito estreita do espectro chamada luz branca e que há muitas frequências tanto acima como abaixo onde não enxergamos sem o auxílio de aparelhos, enquanto diversos animais e insetos podem fazê-lo, mas não concluimos o principal: o que isso significa para nosso entendimento do que vem a ser a Realidade à nossa volta se nem a enxergamos em sua totalidade física! Nossa visão física normal já é bastante limitada mesmo sob a luz branca do Sol para a qual foi feita para funcionar, desde seu campo de foco ser limitado ao que estiver diretamente à sua frente até suas limitações quanto a distâncias, movimentos, coisas muito pequenas e assim por diante, sendo ainda fácilmente enganada por certas ilusões de ótica bem conhecidas e por efeitos do chamado ponto cego que existe bem no meio da nossa retina onde não há fotoreceptores, fazendo com que nosso cérebro "complete", por assim dizer, a informação faltante nesse ponto com o que "ele espera" que esteja ali (!) ou seja, o que vemos não é necessáriamente o que está ali, mas o que nosso cérebro se condicionou a esperar ver, pois é o cérebro/ego que vê e não os olhos... isso é muito significativo porque estudos ainda mostram que menos de 50% do que vemos se refere ao que estaria de fato na realidade objetiva "fora" do nosso cérebro e que mesmo essa quantidade passa por filtros em diferentes partes do cérebro que interpretam essa "realidade" à seu modo (conforme seu condicionamento pessoal e pano de fundo), e essa percepção é muito mais baseada no que nos acostumamos a ver num determinado lugar do que o realmente pode estar ali! Essa condição pode ser notada, num exemplo rápido, quando nos ausentamos por algum tempo de nossas casas e quando voltamos a vê-la. Nesse momento, ela pode nos parecer um tanto estranha... isso acontece porque a estamos (re)vendo agora enquanto antes nos satisfazíamos com a aparência geral com a qual nos habituamos, pois não a "reconstruimos" visualmente totalmente no dia-a-dia de forma fresca e contínua como se pensa, simplesmente preenchemos as lacunas com informação habitual. Agora, pensemos nas implicações de tudo isso sobre o velho aforismo de "ver para crer" como exemplo de objetividade e racionalidade, a tal "prova" exigida e abraçada por tantos de nós!

Mas a coisa vai ainda muito mais além: por exemplo, na moderna psicologia, já foi muitas vezes demonstrado sem sombra de dúvida que a idéia de sermos pessoas que "percebem" um mundo externo que está ali para ser visto de forma racional e objetiva, é falsa. Provou-se que o que realmente acontece não é o observador acreditar no que vê, e sim que ele vê aquilo no qual acredita! Ou seja, se uma pessoa vê o mundo de determinada forma tendenciosa, por exemplo, achando que todo homem é mau, então verá cada vez mais instâncias que "comprovem" essa premissa íntima. Temos portanto que estar vigilantes e conscientes (Jesus disse: "Orai e Vigiai"...) de nossas crenças e daquilo que deixamos permear ao nosso subconsciente, por combinar com nosso modo de pensar, antes de objetivarmos o mundo, que muda conforme o pano de fundo do observador! Aqui, devemos nos lembrar que isso se aplica ainda ao que a pessoa verá após a 'morte', pois na dimensão seguinte e adjacente ao nosso mundo físico, o chamado mundo Astral, essa premissa é ainda mais válida e contundente, onde a pessoa incialmente verá aquilo que espera ver, aquilo que preponderantemente vibra no íntimo do seu psiquismo e que nutriu em 'vida', portanto não é necessáriamente real só porque vê...mas isso é outro assunto e apenas um parêntesis que achei útil incluir para termos a perspectiva mais ampla possível do que tudo isso significa neste contexto, naturalmente sem a intenção de ferir a crença que cada um possui a respeito. Mas há mais: na moderna Física Quântica, que menciono diversas vezes aqui, já se demonstrou, também sem sombra de dúvida, que até em laboratórios de pesquisa e com o uso de aparelhos não se pode individualizar, objetivar e enfim, ver a realidade como algo sólido de fato e ocupando um espaço definido e fixo como nos foi ensinado até hoje. Tudo está conectado, tudo ressoa com tudo e a partícula última de matéria que seria o "tijolo" do qual o Universo é construido, nunca existiu, pois tudo é energia em movimento e mais: tudo é uma só Consciência em diversas individuações, interpretadas ilusóriamente como sólidas e separadas e como realidade física pela mente semi-adormecida do homem, especialmente nestes tempos modernos de excessos de racionalismo materialista e menos de sentir e perceber com as faculdades superiores do Ser, que sempre existiram mas que hoje tem de ser (re)despertadas. As próprias Leis da Física já não mais existem como regras fixas, 'gravadas em pedra', pois sua propalada solidez e confiabilidade são outras ilusões às quais nos acostumamos por condicionamento coletivo de viver somente numa parte da realidade e criarmos regras para ela. Essas leis deverão ser entendidas no futuro como leis parciais, fruto da observação de uma parcela da realidade habitual que vai se fixando como um consenso coletivo mas que na verdade é flúida e passivel de inúmeros feitos que aparentemente "violam" as leis que achávamos serem definitivas e que tem sido a base da nossa limitada e igualmente ilusória ciência ensinada nas escolas. Tudo isso pode parecer obscuro ou um pouco difícil de entender à primeira vista para muitos de nós, especialmente se este é seu primeiro contato com este assunto, mas na verdade não é, pois o verdadeiro e mais difícil obstáculo a reconhecer e vencer é o condicionamento mental em que nos metemos, antes de podermos assimilar o significado e vermos uma parcela maior dessa realidade. Este texto tem justamente a finalidade de tentar ajudar nesse sentido, com as melhores explicações e informações disponíveis.

Assim, o microscópio eletrônico já nos mostrou a vida microscópica que nem sabíamos existir e isso mudou toda a medicina, telescópios cada vez mais poderosos nos mostram o infinitamente longe, que também não poderíamos ver, revolucionando a astronomia, sem contar as ondas de rádio e tv, o ultrassom, as microondas e o infravermelho que possiblitou a criação do controle remoto do nosso dia-a-dia, todos invisíveis e indetectáveis a olhos e ouvidos nús. Numa outra faixa de frequências, o dispositivo Kirlian nos mostrou energias biológicas idem. A própria fotografia, atuando puramente no mundo material do dia-a-dia, nos mostrou aspectos fascinantes da vida que não poderíamos ver só com nossos olhos, como os movimentos de crescimento acelerado na natureza em stop-motion ou reduzidos em camera lenta. Outros aparelhos de análise ainda nos mostram os gases do nosso oxigênio que não vemos ou a composição de nebulosoas e planetas distantes pela análise espectral. Inúmeras outras invenções já foram criadas até hoje que nos mostram o que de outra forma nos seria invisível, sem provas, e outras mais virão, o que significa que tudo sempre esteve aí na Criação, apenas aguardando nosso desenvolvimento tecnológico e amadurecimento como sociedade para desfrutarmos de uma nova gama de conhecimentos, pois só se pode des-cobrir o que lá já estava, en-coberto. Nada há de crença nisso e sim de uma observação positiva dos fatos, então por que nos é tão difícil seguir esse caminho bastante natural e pressupormos que há mais para se conhecer nos reinos que ainda não sabemos ver com nossos olhos?

A ciência se apresenta ao público como um empolgante campo livre para exploração e pesquisa, mas na verdade está intimamente cerceada e limitada por seus próprios membros e financiadores ao que é 'aceitável' e lucrativo pesquisar. Assim, a ciência, quando mantida à custa de dogmas e preconceitos (como uma nova religião dos tempos modernos), custa mais a avançar (custo temporal, social e financeiro) e muitas vezes o faz na direção errada, quando não possui raizes firmes na legitimidade, vangloriando-se de violar, "consertar", superar e forçar a Natureza - enquanto admite não conhecê-la de fato e ainda a encara como algo externo ao Ser Humano, algo que simplesmente 'está aí' ou 'acontece' de forma autônoma e que só visa sua própria sobrevivência, mas ao acaso, e do qual nós temos que nos defender ou aproveitar, conforme o caso! - ao invés de imitá-la e segui-la com a humildade e a sabedoria indispensáveis, preocupada que está em atender a seus patrocinadores sem uma visão ou responsabilidade maiores, mesmo quando bem intencionados e sinceros pois estão circunscritos ao modelo de formação, visão e ação descrito brevemente aqui. Há portanto, na grande maioria dos casos, "avanços" que não representam progresso real porque estão nos distanciando de quem realmente somos e do que a vida realmente é em todos os níveis, por exemplo, ao alardear descobertas e curas que não as são de fato ou que promovem o modelo anti-vida de desconexão. Diáriamente vemos na mídia que a ciência médica e outras só tratam de sintomas e se esquivam de apresentar as causas à sociedade (que também não as cobra, condicionada que está de aceitar esse modelo piamente), escondendo-se atrás de inúmeros fatores que também são efeitos e não causas. Todos sabemos que apesar dessa fachada de legitimidade, floresce paralelamente uma imensa prática de medicina alternativa, centros espiritualistas e de tratamentos e terapias -verdadeiras ou de aproveitadores- pois a humanidade quer as respostas que lhes estão sendo negadas oficialmente e poucos acreditam de fato nas intermináveis propagandas maquiadas de uma sociedade estável e feliz desde que siga a orientação oficial de consenso do que vem a ser 'conquista de um lugar ao sol', 'saúde', 'bem-estar', 'segurança', 'sucesso', 'realização' e, enfim, Felicidade. Deveria ser fácil para uma humanidade tão repleta de inteligências, ver que de um lado temos um modelo falso e terrívelmente incompleto a controlar a humanidade adormecida e, do outro, as filas intermináveis nos hospitais e clínicas psiquiátricas, o crescente número de desajustados de diversos naipes, os múltiplos distúrbios psíquicos e quadros "inexplicáveis" que assolam as maiorias, paralelamente ao crecimento estonteante e lucrativo das drogas químicas que não curam, onde, na maioria dos casos, o que diferencia a pessoa aparentemente saudável da declaradamente enfêrma, é apenas a sua posição na fila, pois diversos processos podem e costumam estar em andamento na esfera espiritual do ser sem que se tenha qualquer sinal "visível", ainda, tudo sendo só uma questão de tempo na maioria dos casos. Um outro exemplo: é um engano alardear nosso DNA ou herança genética como causa disso ou daquilo, quando este é apenas o suporte físico daquilo que já foi decidido antes da pessoa nascer nesta vida, para seu ajuste e progresso, e nunca uma maldição ao acaso que deve ser 'consertada', pela ciência que só descobriu parte do processo, para evitar esta ou aquela consequência; deve-se abster de intervir de forma radical e definitiva quando não se conhece as causas que, invariavelmente, antecedem o físico e são benéficos para a Alma mesmo não aparentando ser para o corpo. Isso não significa que não devemos procurar os meios de aliviar o sofrimento, mas sim entender primeiro o que acontece antes de intervir, quando há os meios para isso.

Quando isso for um dia finalmente entendido e admitido com humildade, entender-se-á que medicina preventiva de verdade é detectar as causas na sua oirigem para transformar a energia enfermiça na fonte do perfil mental-espiritual da pessoa, que se tornará agente responsável pela própria cura, e não apenas remover seu aspecto físico, pois o estágio físico do aparecimento de uma enfermidade já é o derradeiro e não seu início! Remover algo nessa fase ou bloquear com drogas químicas, na maioria das vezes não é cura de fato e sim apenas a remoção do ponto de entrada da energia enfermiça que procurará então outra saida de forma inteligente noutra oportunidade que pode ser imediatamente ou dali a muitos anos, como um raio incontido que busca incansávelmente o fio terra para se dissolver no solo, retornando ao seio da terra para sua eliminação. O novo ponto escolhido será determinado, agora sim, pela herança genética do indivíduo que proporciona as condições adequadas para o progresso daquela pessoa nesta oportunidade, por diversos motivos que não cabem expandir aqui. Nisso será essencial a mudança de mentalidade do doente e não apenas festejar sua aparente cura, alías essa mudança de comportamento e mentalidade é um dos objetivos da enfermidade que busca reequilibrar o Ser na sua caminhada terrena e que a medicina e sistema de saúde dos sintomas mascara e impede o enfêrmo de tomar real consciência das causas que não sejam só observar uma dieta (o que em si já mostra que a alimentação 'normal' não é saudável...), ou se abster desse ou daquele vício favorito que não esteja mais na moda... pois visa mais o alívio imediatista do seu cliente a qualquer custo sem maiores proveitos. Este modelo já está falido há muito tempo mas seu pesado movimento de inércia continua, até se esgotar nas últimas consequências para cada indivíduo e sociedade a ele ligado por afinidade, interesse ou descaso, que é o mecanismo natural da Vida para tais casos, onde semear é livre mas a colheita é obrigatória. No dia que questionarmos sériamente isso como indivíduos e como sociedade, estaremos iniciando nosso despertar coletivo desse profundo sono diário que chamamos de "estado de vigília" que é tudo menos isso.

Todos esses fatos são verificáveis para quem busca honestamente por respostas e não possui motivos próprios para encobrir as coisas. Assim sendo, não seria impreciso dizer que por causa de todos estes fatos no desenvolvimento da ciência que testemunhamos ao longo de sua história, que o que vemos no dia-a-dia na forma de dogmas científicos é a voz da chamada ciência oficial, enquanto corre outra paralela feita de indivíduos igualmente senão mais competentes e preparados, porém dotados de uma maior visão, sensibilidade e integridade para com o método científico, além de terem buscado uma formação mais ampla para exercer suas profissões e que sempre descortinaram a Realidade Maior com reverência, através do seu trabalho genial e diligente, enfrentando todos os obstáculos e apesar do olhar de reprovação dos colegas que foram 'aprovados' por esse sistema oficial para ditarem ao leigo o que é real e o que não é, de mãos dadas com os outros sistemas que controlam a "realidade" do mundo. Pode-se chamar esta outra de ciência alternativa, mas pelo sentido pejorativo e de segundo plano que o termo insinua, seria mais honesto chamarmos de Verdadeira Ciência, pois se baseia no ideal de unir Espiritualidade2 e Ciência avançados, em igual medida, uma Ciência que busca e sabe unir a sabedoria e o profundo conhecimento do passado com o desenvolvimento racional de hoje, com Coração e Mente mais estreitamente ligados (Closer to the Heart - Rush), no trabalho diário e na sua busca pela Verdade onde ela estiver para resultados muito mais profundos e completos, portanto legítimos de serem assimilados por todos. Porém, depois de admitirmos isso também, é essencial seguirmos em frente de olhos mais abertos procurando evitar o separatismo num mundo já cheio disso e buscarmos sempre a Síntese do Conhecimento Real pelas mãos de quem vier, sendo a honestidade, a abrangência e a integridade de propósitos e formação, nossa melhor régua de medição das verdades que forem reveladas. Para os que preferem aguardar as provas que possam aceitar, recomendo acompanhar de perto o que a moderna Física Quântica vem revelando.

Poucos sabem, mas há um considerável número de médicos, arqueólogos e cientistas de diversas áreas que possuem faculdades de Clarividência e Psicometria8 bastante desenvolvidos e as usam em seu trabalho com resutados espetaculares embora a maioria ainda o faça sem alarde e evite revelar isso públicamente por receio do establishment científico e de abalar suas 'reputações' no meio, mas tudo vem sendo documentado e mostrado em obras de grande importância de autoria de homens e mulheres da ciência, de físicos e antropólogos a neurofisiólogos, confirmando a convergência das revelações que estão vindo à tona que menciono aqui e que vai mudar muita coisa em breve. Também a sociedade moderna mostra sinais de que está cada vez mais dando valor à honestidade e a transparência - pois já avalia os danos causados na ausência desses valores e que portanto não é inteligente ser "esperto e aproveitador" no longo prazo - e as está exigindo de forma cada vez mais aguda da classe política, por exemplo. Porém esse despertamento tem de ser muito mais amplo para sairmos do estado condicionado em que nos encontramos, para podermos ter a verdades científicas aplicadas em todas as suas áreas, da medicina à alimentação até chegar ao estudo do meio ambiente, de quem somos e, finalmente, do Planeta (Gaia) em si e o que esta quer e espera de nós! Sim, o planeta em que vivemos é um organismo vivo e hiperconsciente e que também existe de forma multidimensional com um propósito grandioso: entender e admitir isso é urgente se quisermos realmente entender as tais mudanças climáticas de forma muito mais verdadeira do que tem sido divulgado.

Este panorama vasto e mais profundo da Realidade suscita a pergunta muito natural de como podemos enfim ver essa realidade, se a atrofia dos sentidos chegou até este ponto que procurei demonstrar aqui? A boa notícia é que todos temos essas capacidades inatas que ainda podem e devem ser despertadas e educadas e que não há necessidade de recorrermos a formas forçadas ou artificias de desenvolvimento de algum órgão especial de visão. Mesmo com a grande quantidade de práticas e vertentes disciplinadoras a nossa volta, tentemos simplificar a questão seguindo o seguinte caminho que a razão e a intuição nos mostram: Excetuando-se as muitas pessoas que possuem dons natos de clarividência e outras formas de contato com as dimensões extra-físicas por razões diversas, que não são o caso de tratarmos aqui nesta introdução ao tema, os demais precisam primeiramente entender como vêem o dia-a-dia para depois começar a educar uma outra forma de encarar a realidade. O primeiro e mais importante fato aqui é que aquela tendência que mencionei inicialmente de irmos escolhendo ver e entender o mundo pelo uso quase exclusivo da razão, criou uma cisão de como a Consciência, o Eu, passou a encarar a realidade. Essa cisão significa que passamos a ver o mundo como algo externo à nossa mente, que assim apenas observa e interpreta fenomenos fora de si mesmo sem perceber mais que o Eu faz parte de toda realidade e nunca foi algo separado! Isto resulta em um estreitamento da nossa visão e da nossa capacidade interpretativa do que vemos. O caminho inverso proposto aqui é de justamente começarmos a ver as coisas como Um Todo onde estamos inseridos e não mais vendo apenas "objetos" externos para análise. A Física Quântica agora nos mostra que não há tais coisas sólidas como objetos permanentes que vemos e que o observador interage constantemente com o fenômeno visto e que isso altera o resultado da observação, seja de um pôr do sol, uma rosa e assim por diante. A visão que sofreu essa cisão só é capaz de ver a realidade mais densa, a física, enquanto rejeita todas as outras impressões que nos chegam aos sentidos, como intuições, reações corpóreas e imagens mentais, como fantasias, negando tudo que não pode apalpar, isolando-se do fenômeno Vida. O treino para se recuperar e depois desenvolver essa capacidade de percepção começca com aquietar a mente e procurar sentir primeiro seu meio ambiente imediato: sua casa, móveis e aposentos, aguçando a sensibilidade para perceber as diferenças sutis de cada ambiente. Perceber os delicados movimentos e sensações em seu próprio corpo também é essencial, pois seu corpo, como antena viva, passará a reagir a um contato com os diferentes campos energéticos, até começar a discernir entre objetos de consciência simples como móveis, até seres vivos das dimensões sutis à nossa volta. Trata-se de começar a perceber os mundos sutis e isso não está só lá fora como em nós, em nossos órgãos e suas interações, nos objetos e nos locais impregnados com nossas vibrações diárias. Poucos sabem, mas muitos cientistas, psicólogos, médicos, horticulturistas, botânicos e biólogos de renome, para mencionar alguns, estão neste momento utilizando essa percepção ampliada em suas investigações e profissões com resultados revolucionários que estão sendo documentados em livros sérios.

Lembremos sempre que a Realidade é multidimensional e existimos em diversas "camadas" consciencias a cada instante, além de estarmos em um Planeta que também existe dessa forma multidimensional. O condicionamento dessa negação dos sentidos que temos, força tais impressões que recebemos a cada instante no trabalho, em casa e na Natureza, a se fixarem somente no subconsciente, pois o consciente patrulha a 'superfície' com seus preconceitos. É hora de trazermos essas impressões para a superfície do consciente para só depois utilizarmos o racional para entendermos seu significado e estabelecer a base científica que então se fixa em livros para outros estudarem. Uma nova educação se faz necessária onde se dê ênfase para despertar e educar esses sentidos que todos temos, ensinando o ser humano a respeitar e utilizar essa rede de extensões dos sentidos para finalidades úteis, nobres e legítimas, sabedor de que seu Futuro, Saúde Psico-física e Felicidade dependem disso, aprendendo a discernir e interpretar tudo que se passa dentro de si e em volta. A dedicação trará resultados e as distorções e confusões irão dimiinuindo conforme compartilharmos tudo isso e procurarmos apoio educativo em fontes seguras de ontem e de hoje.

É preciso então integrar as faculdades intuitivas e do sentir ANTES de recorrermos a análise. Aqui há um outro aspecto muito importante de salientar e ligar a essa compreensão: Não podemos almejar sentir e ver aspectos dessa Realidade Maior sem termos uma ÉTICA verdadeira e uma boa dose de Amor Verdadeiro em um interior bem resolvido, pois uma personalidade confusa, atrelada a problemas emocionais etc, somado a uma apreciação fria do mundo não podem propiciar mais do que fragmentos distorcidos dessa Realidade Maior! Então vemos que o caminho começa com uma nova apreciação da Vida, do Mundo, do Planeta e de nossa presença aqui, para depois estendermos essa visão amorosa para a Natureza como uma extensão de nós e não mais como um espécime a ser visto numa lâmina de microscópio para análise. Um contato ou visão também depende de se saber estar firmemente presente no aqui e agora, evitando as intermináveis distrações mentais que nos distanciam do momento presente que estamos vivenciando, saber estar de posse de si, de sua soberania individual, firmemente 'ancorado' de forma consciente no local que estiver. É preciso saber combinar a utilidade indiscutível da racionalidade, uma conquista nossa, com o despertamento de uma visão mais holística que começa consigo mesmo e vai se estendendo ao ambiente do seu lar e seu entorno e depois ao meio ambiente e ao mundo. Antes que se diga, é bom não concluirmos com isso que se trata de usarmos nossos "óculos cor-de-rosa" e não vermos mais as torpezas e o estado em que o mundo se encontra! Trata-se de educar uma nova forma de ver, mais completa, que busca sinergia, eco, ressonância e conexão com o Planeta, para sermos seus executores no plano físico, em parceria saudável com os Elementais e Espíritos da Natureza, bem como com os habitantes extra-físicos, nossos irmãos, que aguardam por esse grande dia. O dia chegará em que a ciência não poderá ser mais praticada sem isso, pois não se poderá mais chamar de ciência, uma disciplina que tateia às cegas sem ver realmente o que há em volta, restrita à diminuta parcela da realidade que é o reino físico, cujas transformações nunca são entendidas porque suas causas não residem somente nela. Aliás, já existe um termo oficial exato, mas naturalmente pouco divulgado, que identifica essa forma incompleta e ilógica de conduzir o pensamento científico: chama-se cientificismo e muito dos argumentos que vemos contra a existência de uma Realidade Maior não passa disso, cientificismo, uma postura travestida de ciência para usar o emblema deste último para tentar se posicionar em um patamar tido como inalcançável pelo leigo! Mas tudo isso não tem real poder de argumentação ou valor de permanência, e passará com o amadurecimento, um dia.

A visão coletiva advém da individual, da mesma forma, a visão pessoal de cada um de nós também pode ficar engessada por dogmas, apatias e atitudes que sempre exigem as provas fáceis, sem esforço ou merecimento próprios, adiando nosso crescimento pela perda de valiosas oportunidades de aprendizado por uma falta de abertura, falta de equilíbrio entre o racional e o intuitivo -nossa Conexão Maior com a Criação- e medo de mudar a própria vida, uma consequência saudável que vem com o crescimento consciencial, sem perceber ainda que não há nada para se temer a não ser o próprio medo... que é um fator de muito atraso para o desenvolvimento pleno do Eu que alimentamos diariamente de muitas formas. Nessa visão, podemos dizer que a ciência atual, quando vista de dentro, em meio a suas inúmeras partes, é maravilhosa e impressionante, mas quando vista na soma dessas partes e o que isso significa na prática, é frustrante por ser muito auto-limitada, assustadora e verdadeiramente chocante, pois diáriamente impõe a seus membros e divulga livremente, festivamente e amplamente para a sociedade pelos meios de comunicação que estão à sua disposição em toda parte, idéias anti-vida e contrárias a Realidade Maior do desabrochar da Vida, travestidos de triunfos do conhecimento atual que, na maioria das vezes, só reforçam a ilusão e a crescente desconexão do Ser com seu meio ambiente, seus alimentos, sua saúde e seu Tornar-se, constituindo-se mais como uma proporcionadora de confortos e prazeres, por um preço e, portanto, não para todos, na medida em que apóia e permite por exemplo, a proliferação de uma alimentação artificial, nociva e contaminada - mas festiva e tornada atraente e divertida - que só faz engrossar as filas de enfermos nos hospitais e consultórios psiquiátricos, ou quando dá suporte a uma medicina que não cura de fato pois o alvo é apenas a remoção dos sintomas e da dor para tranquilizar um cliente e raramente de uma real compreensão das causas, quando não físicas, numa contínua fuga de identificar a condição humana e explicar sua Razão de Existir a um mundo sedento de informações honestas e com assustadoras dívidas sociais e ambientais aguardando o justo resgate. Essa ciência das aparências que enaltece o bem-estar superficial falhou no seu papel de informar o que existe de fato por trás das formas físicas e justificar nossa liberdade com a maturidade da responsabilidade pelas consequências desse estilo e filosofia de vida. Mas voltemos ao fio condutor do nosso tema principal, onde toda essa manipulação posterior e externa se encaixa:

Esse desenvolvimento científico, se encarado honestamente, deveria ter nos deixado claro que tudo é uma questão de frequência, sintonia e densidade, semelhante a quando sintonizamos em uma determinada emissora de rádio, conforme sua frequência, para só então ouvir música onde antes só havia estática ou quando certas substâncias só se tornam visíveis quando ficam mais densas, pois hoje ainda só vemos e ouvimos nessas frequências mais baixas na maior parte dos casos. Ver e ouvir em frequências mais altas sem o uso de aparelhos amplificadores requer treino, empenho e apuro3, mas é possível, é claro, pois muitas pessoas em diversas épocas e de diversos panos de fundo já o fizeram com resultados que meras palavras seriam insuficientes para descrever e esse aumento real de frequências de percepção continua acontecendo para cada vez mais pessoas no mundo hoje, neste mesmo momento em que você está lendo este texto. Na luz branca do nosso Sol só podemos ver um pequeno espectro da realidade onde os raios infravermelhos, ultravioleta, raios-x, gama etc. se situam fora desse espectro e necessitamos de aparelhos para comprovar suas existências e poder usá-las -e isso é bem conhecido- mas falta entender que isso se aplica a muito mais: conforme se avança na exploração das frequências e das subdivisões do átomo, encontramos outras DIMENSÕES para a Realidade, dimensões também feitas de matéria porém de um tipo cada vez mais sutil conforme se sobe na escala das frequências. Por analogia com o mundo que já vemos, deveríamos deduzir disso que haveria muita vida nessas outras dimensões também, pelo simples fato de que na natureza nada existe sem razão e propósito e já sabemos que há uma variedade enorme de vida em toda parte neste mundo.

Uma Ecologia Oculta

ncn1A vida vegetal, mineral e animal são um constante DESABROCHAR e TRANSFORMAR INTELIGENTES e nisso, diversas forças igualmente INTELIGENTES devem agir para sustentar, orquestrar e conduzir esse movimento de forma extremamente ordeira para uma finalidade grandiosa e nunca pela combinação ao acaso, indiferente e sem sentido outro que não seja apenas pela eterna sobrevivência ou perpetuação do mais forte e adaptado, uma noção inicial aliás, que nem de longe explica ou dá sentido a tudo que vemos. A Sinfonia da Criação é muito mais bela e vasta do que pudemos ver até agora e certamente muito mais do que supõe nossa noção de ecologia atual, apesar dos progressos obtidos e do empenho de tantos ambientalistas sinceros. A Vida se serve de uma quantidade inimaginável de Intermediários da Criação, onde nós mesmos deveríamos nos situar, CO-CRIANDO e não ficando à margem só usando e ainda destruindo e desvirtuando, sem querer dar nada em troca como ainda fazemos em larga escala, numa evidente mostra de DESCONEXÃO para com o Planeta que nos dá a oportunidade de vivenciarmos tudo isso. Essa desconexão pode ser também vista na temática de livros, desenhos e filmes de ficção-científica que na maioria das vezes só repetem o mesmo tema de um futuro sombrio de oportunismos e individualismos 'inteligentes', ou mesmo de uma consciência coletiva de humanidade que também é ilusória, num óbvia projeção de como pensamos hoje, onde a tecnologia muda mas não há evolução moral e de compreensão espiritual de espécie alguma sobre nós mesmos ou sobre a Vida! O mesmo pode ser entrevisto nas persistentes fórmulas jornalísticas usadas nos textos de certos vídeos 'divertidos' sobre animais e a natureza em que se empregam músicas e palavras capciosas, exploradas ao máximo na locução, para fazer graça e ridicularizar o mundo natural, comparando suas motivações e comportamentos com os nossos, numa detestável demonstração de falta de senso com o que é sumamente degradante, falta de respeito e eminentemente falso se comparado à Realidade Maior. A pergunta deveria ser: que tipo de humanidade encontraria diversão nisso? Numa situação como essa, até as providências ambientais feitas com boas intenções podem estar causando mais dano do que bem, serem insuficientes mesmo quando melhoram algo, ou mesmo serem inúteis por serem superficiais, pelo desconhecimento de tudo isso que não entra na equação. Eis o valor de estudarmos esse assunto vital se queremos e precisamos sempre tomar decisões ambientais de vulto, sejam elas técnicas, sociais ou políticas, locais ou globais para com cursos d'água e oceanos, terrenos de qualquer tipo, florestas, montanhas e nossa agricultura de onde vem nossos alimentos, quando tudo isso depende dessas inteligências diáfanas para existirem e poderem desenvolver suas qualidades próprias para nosso uso e aprendizado.

Se tivermos os proverbiais "olhos de ver", um olhar verdadeiramente interessado na Vida e que não possua segundas intenções e que não esteja atrelado a fórmulas, velhos hábitos e vícios de pensamento, veríamos que existe uma outra ecologia a ser reconhecida, sentida e estudada para completar nosso relativamente avançado conhecimento atual. Uma ecologia que podemos chamar de oculta pois viceja noutra faixa de frequências que não alcançamos com nossa visão limitada pois atrofiada na luz branca. Nem por isso ela é menos real e nem por isso influi menos nos resultados que vemos na superfície material da Vida. Essa Ecologia Oculta é vasta, rica e multiforme como é a própria vida que vemos e é uma Realidade Maior que temos de reconhecer e estudar. Nela presidem outras formas de vida que são os intermediários da Vida que agem nesse reino mais "interno", aqueles que existem para que nós outros possamos existir, no lado mais "externo" da Vida. As inteligências que agem nos "bastidores da Vida" são os Espíritos da Natureza e os Elementais, estes últimos assim chamados ancestralmente e conhecidos por todos os povos primitivos e avançados do passado, pelos indígenas de hoje (de forma muito limitada) e pelas tradições de todos os povos, por serem organizações relativamente mais simples do que a complexa consciência humana e por estarem ligados aos 4 elementos conhecidos -Terra, Fogo, Água e Ar- mais um quinto elemento, o Etérico, situado em um plano de existência mais sutil e paralelo a nossa dimensão física, onde vivem, interpenetrando nossa realidade física de forma contínua, sem obstáculos.

Modernamente, referimo-nos a eles com a designação ainda mais exata, como requer nosso psiquismo científico atual, de Inteligências da Natureza, com os quais devemos reestabelecer contato urgente para retomarmos a co-criação e desenvolvimento do mundo, sem mais separações que nunca existiram a não ser em nossas mentes e laboratórios. Os Espíritos da Natureza não são mais vistos com a naturalidade de antigamente porque nossa visão foi se alterando com as escolhas que fizemos de dar mais valor ao lado material da vida e ao lado racional que estava desabrochando, à exclusão de qualquer outra forma de percepção e dedução, reduzindo gradualmente e significativamente, a faixa de frequências que somos capazes de perceber na chamada "vida normal", exigindo agora uma retomada para se desenvolver e despertar faculdades latentes que antes eram comuns; devemos com isso também corrigir mais uma noção distorcida de que tais seres só são 'vistos' por pessoas e povos primitivos e 'sem instrução' -ocidental- pelas suas superstições, ou que possuem uma "necessidade de acreditar" e de entreter crendices, quando na verdade o que favorece sua percepção é justamente a ausência do excesso de industrialização e do urbanismo artificial e desconectado da nossa moderna sociedade repleta de materiais isolantes, bem como a ausência do condicionamento de berço para não ver, não admitir outra realidade, e uma vida mais simples e mais próxima da Realidade Maior, onde o 'desenvolvimento' ainda não chegou e portanto onde ainda há uma frequência vibratória favorável para ser captada pela visão não viciada e um meio ambiente mais puro, isto tudo não é óbvio e claro? Assim, vemos que uma argumentação baseada nos moldes acima para desacreditar a existência desses seres é apenas cientificismo e não ciência e que torcer o nariz para argumentos que envolvem noções mais aprimoradas sobre frequências vibratórias e tal é apenas desconhecimento da ciência do amanhã que, ironicamente, sempre existiu na Terra, mas ainda aguarda nossa redescoberta e incorporação à ciencia humana legítima, patrimônio de todos que, por tudo isso que relato aqui, ainda está incompleta e, portanto, impotente para nos fornecer respostas mais verdadeiras e mais profundas sobre tudo que importa saber.

Não se trata também de enaltecer o primitivo ou propor um retorno ao "paganismo" e sim de mostrar que, em grande parte, não sabemos diferenciar uns dos outros, pois muito da história foi rotulado e ensinado como convinha e oscilamos em nosso dia-a-dia entre correr atrás de um aprendizado com o primitivo que julgamos necessário carregar junto a vida moderna -o que mostra que sentimos lá no fundo que nesta falta muita coisa!- ou tentar obrigar tais povos a se modernizar como se já soubéssemos o sentido da vida e como intervir na evolução de outros. Não vemos nos documentários e programas de TV, a profunda contradição de, primeiro olharmos com condescendência as práticas antigas de civilizações extintas ou primitivos contemporâneos como simples superstições e crenças de ignorantes -para serem "respeitadas" somente porque é politicamente correto!- enquanto em seguida, corremos atrás de seus conhecimentos primitivos para aprendermos a fazer isso ou aquilo, curar doenças e "respeitar" a natureza... afinal, eles só sabem algo quando nos convém? Há que se saber discernir entre o conhecimento real ancestral e as noções infantis e ignorantes de povos atrasados que não nos convém copiar. Ou será que evoluir é imitar o primitivo? Como se vê, as distorções estão em toda parte, aguardando sua correção antes de nos considerarmos aptos a saber separar o proverbial joio do trigo, sem viés pessoal ou profissional e sem fórmulas. Nesse sentido, para sermos capazes de aprendermos todas essas coisas novas dessa forma íntegra e legítima, o principal é desaprendermos outras tantas, pois como diz o ditado, não se pode encher um copo já cheio de aguas turvas com nova água limpa, pois não se trata só de acumular conhecimento e sim de susbtituir algumas das nossas noções do dia-a-dia, que são muito equivocadas, por uma visão mais avançada e real da realidade.

Mesmo assim, os Elementais e principalmente, os Espíritos da Natureza, são vistos e contatados por inúmeras pessoas hoje que souberam desenvolver essa sintonia. Quando vistos, se surpreendem, pois estão mais habituados a ignorar o insensato ser humano nas suas andanças e desvarios mentais; sua aparência pode variar muito pois em essência não possuem forma fixa, sendo a obsessão por formas uma caraterística humana do mundo material tridimensional e não uma regra para o Universo como prega a ciência comum; assim sendo, comumente assumem a forma que o observador espera ver ou de seu próprio pano de fundo cultural, daí a imagem de duendes e fadas que se fixaram no coletivo humano pois foram inspirados na vida da Idade Média Europeia com aquelas vestimentas e costumes; pelos mesmos motivos culturais e psíquicos da humanidade daquela fase da história que influenciaram o aspecto e comportamento do elemental do velho continente, os Espíritos da natureza brasileiros são vistos com um aspecto inteiramente diferente, frequentemente mais tosco ou primitivo, refletindo o tipo de mata daqui, mas isso é só um aspecto, pois óbviamente ainda resta todo um vasto território a ser explorado, mapeado e sentido nessa área para que possamos ter uma noção mais clara de como são os Espíritos da Natureza do nosso país, como se distribuem as energias vitais pelo nosso imenso território, quais são e onde estão os nossos Locais Sagrados de captação e distribuição dessa energia e como isso está sendo impactado pelos nossos bolsões humanos e pelas destrutivas obras faraônicas; onde mais devemos fazer urgentes reparos espirituais-energéticos como os já realizados experimentalmente no Circuito das Águas de São Lourenço (MG), em São Paulo e na Fundação Matutu, a convite, pelo pioneiro litopunturista e geomancista esloveno, Marko Pogacnik em anos recentes; faltam também pessoas dispostas e realmente capacitadas daqui para levar isso adiante da forma avançada, sem segundas intenções, superando os modismos ecológicos 'politicamente corretos', como procuro mostrar aqui, sabendo substituir e abrilhantar o atual modelo de estudo ecológico, pois isso será muito necessário para o papel de liderança profetizado para o Brasil no futuro próximo: estar na vanguarda do estudo sério dessa segunda ecologia, começando por admitir e aprender com o resto do mundo onde isso já está sendo feito, para depois, com humildade, voltar os olhos para nosso meio ambiente como um todo e começar corrigir os descalabros ambientais e fazer bom uso da nossa imensa riqueza natural de proporções continentais -apesar da imensa destruição já permitida- para poder cumprir seu real papel e ajudar o mundo no processo de revitalização que está em curso neste exato momento. Desenvolver uma visão que vá além das formas, é o essencial neste momento para uma reeducação ambiental.

Outro fato fascinante de se saber sobre os Elementais e Espíritos da Natureza é que diversos ornamentos indígenas do mundo, como os cocares dos indios norte-americanos, foram inspirados nos impressionantes fluxos de energias coloridas que emanam de forma flúida do corpo dos Espiritos da Natureza, especialmente da cabeça e dos ombros e costas dando a impressão de asas, quando vistos pelos xamãs nas matas com sua clarividência mais desperta de antigamente e que as tradições fizeram gradualmente fixar em seus descendentes até a perda do seu significado para a moderna humanidade de hoje. Como disse, há muito o que resgatarmos e vermos antes de sentenciar que este ou aquele ritual ou local sagrado de povos primitivos ou de civilizações do passado foram apenas fruto da sua imaginação e superstições e deveriamos dar muito mais atenção aos autores sérios que estão desenvolvendo e devolvendo esse conhecimento hoje! Conforme a classe estudada veríamos que os da terra gostam de imitar os cenários e vestimentas humanas e frequentemente o fazem, mesmo que de forma incompleta, por prazer. São sempre astutos, ágeis, puros e a forma como os veríamos também depende do grau de desenvolvimento do observador, a profundidade de sua clarividência (nata ou aprendida) e seu pano de fundo pessoal. Em todas as situações, porém, o que mais conta é a intenção9 do observador, seu grau de pureza e sensibilidade. Com tudo isso, devemos concluir que mais que "ver para crer", fotografar e tentarmos limitar tais seres a uma forma 'física' definida como fazemos com animais e plantas, trata-se de perceber, sentir e aprendermos a nos comunicar de forma proveitosa com as Inteligências da Natureza que ainda nos aguardam, mesmo nos dias de hoje, para retomarmos o desenvolvimento verdadeiramente saudável do planeta, sem modismos ecológicos, o que resultará em nosso próprio desenvolvimento, livres enfim da opressão, limitações, interferências, distorções e distrações propositais impostas pelo sistema atual de governos e sociedades neste mundo.

Embora frequentemente confundidos, há uma distinção a ser feita entre uns e outros para nossa melhor compreensão, uma distinção baseada no seu desenvolvimento e função e não na sua aparência: enquanto os Elementais podem ser considerados como os que desempenham funções específicas e mais básicas em todos os processos da natureza como no estímulo e formação de partes de uma planta, trocas fisio-químicas, movimentações ao longo das Linhas Energéticas subterrâneas do planeta (os Ley Lines) e uma infinidade de funções em todos os reinos, os Espiritos da Natureza, como seres muito mais desenvolvidos, estão ligados a áreas e funções maiores como árvores, rios inteiros, Locais Sagrados4, formações rochosas, lagos e cachoeiras, por exemplo, em todas as regiões de terra, água e na atmosfera bem como na formação e desenvolvimento de todo o reino animal e humano também, sem o que a própria vida na terra não seria possível. Os Espíritos da Natureza bem como os Elementais em todas as suas variantes não nascem, crescem, se reproduzem e morrem da forma como entendemos no mundo animal e humano, porém possuem, é claro, sua própria forma de serem 'criados' (que podemos entender como externalizações de outras consciências mais desenvolvidas que projetam de si individuações elementais para determinadas tarefas) e sofrem transformações conforme evoluem para outras funções na natureza e têm sua 'morte' na forma do que podemos considerar como hibernações para depois resurgirem renovados. A Vida, nessa ecologia e dimensão paralela, é diferente e possui leis pouco conhecidas no mundo físico, mas deve ser entendida como um complemento muito real e absolutamente natural que precisa ser estudado para podermos nos unir a eles e aos outros habitantes extra-físicos como uma só humanidade cooperativa, compartilhando nossa evolução ombro-a-ombro, cada vez mais conhecedores da presença e desígnios de um Planeta Vivo, sem mais danos, exploração desenfreada ou abusos na nossa caminhada sem fim rumo ao conhecimento de nós mesmos e do Cosmos. Para situar ainda mais claramente o que pretendo mostrar aqui, abro um pequeno parêntesis para tratar rapidamente de outro aspecto da nossa interação com as Inteligências da Natureza: algumas religiões e práticas interagem com estas forças para diversos fins, porém como humanidade, temos de redefinir nossa associação com tais seres para que saibamos realmente o que são e como deveríamos estar convivendo com eles em nosso dia-a-dia, pois os danos causados pelos dois opostos, de um lado, ignorar e negar com ironia sua existência, ou de outro, usá-los de forma primitiva para satisfazer desejos humanos através de rituais, não podem mais prosseguir em um mundo que pretende ser esclarecido e avançado. A interação tem de ser harmoniosa, inteligente, baseada em respeito e amor e para finalidades evolutivas maiores e nunca mais como práticas menores em que se usa magia e alegorias para forçar um intercâmbio indesejado que sempre terá seu preço e que não combina com um futuro mais desperto e progressista como delineo aqui, pois trata-se de ver tudo isso com outros olhos daqui pra frente e não de enaltecer práticas primitivas com finalidades e resultados idem. Temos de despertar, encorajar e manter o bom senso de que sempre que distorcemos nossa relação com a Vida, a natureza, os animais e com nosso semelhante, mesmo quando apoiado pelas maiorias que fazem o mesmo, haverá um preço a pagar, individual e coletivamente, até que tenhamos a vontade própria de amadurecer nossa relação com o meio-ambiente, e isso quer dizer com TUDO, como acho que já deixei bastante claro neste artigo sobre os fundamentos da existência e nossa relação com os Espíritos da Natureza.

Todos, desde o mais simples dotado de mínima consciência até os mais complexos e individualizados que coordenam os menores, estão unidos numa perfeita fusão com os desígnios da Vida e seguem em evolução paralela à nossa, como verdadeiros operários de Gaia, criando e transformando o ambiente Terrestre seguindo o Plano Diretor do próprio planeta, como seus agentes sublimes. Compreendendo os níveis hierárquicos que existem nos processos vitais em toda parte, devemos entender também que tanto os Elementais como os Espíritos da Natureza não criam por sua própria responsabilidade ou ideação, pois são executores amorosos e devotados dos planos creacionais de outros acima deles, chamados de Devas, que em suas multifacetadas atribuições e tipos, ligadas a vastas regiões de montanhas, florestas, mares, vales e até nações, presidem sobre as tarefas dos menores mas também, por sua vez recebem estímulos criativos e precisos de outros acima deles em perfeita sintonia numa escalada gigantesca que remonta ao nosso Criador Maior, Deus, e Seu Plano Divino de Desenvolvimento e Desabrochar da vida e das consciencias. É nesse panorama maior da nossa existência que devemos nos situar, interrompendo o quanto antes os hábitos enraizados de negação, descrença, suspeita, apatia, descaso e dúvida que nos mantém na desconexão e ilusão diárias que a visão materialista nos impõe. É preciso admitir sem mais delongas e sofismas, nossa responsabilidade e dever de começar a estudar, entender e resgatar o conhecimento antigo, sabendo combiná-lo de forma sábia com o desenvolvimento excelente do nosso lado racional atual.

Embora sejamos seres mais complexos, como disse acima, nosso potencial ainda está em 'modo de espera', como algo subjacente e latente à nossa personalidade comum do dia-a-dia, sem ainda alcançarmos, nem de longe, o grau de profundidade, integração com a vida e o meio ambiente e a ágil percepção dos Espiritos da Natureza em suas várias subdivisões hierárquicas e atividades neste mundo. Enquanto achamos que só se pode entender o mundo através do raciocínio lógico e deduções graduais para só depois montarmos um modelo de estudo, ainda incompleto, para ser discutido por nossos pares que fizeram o mesmo mas tem outro "ponto de vista", os Espíritos da Natureza deduzem os fatos que observam de forma ininterrupta e direta, na intimidade instantânea de cada fenômeno, sem necessitar pensar sobre cada coisa antes como nós fazemos e se comunicam de forma intensa e ágil utilizando imagens mentais, emoções e conceitos flúidos em cores vibrantes sem a grande limitação e lentidão do uso de palavras e formas rígidas de pensamento como acontece ainda conosco que perdemos muito tempo debatendo pontos de vista para ainda concluir tão pouco de útil e verdadeiro e fazer ainda menos. Esse é o tipo de desenvolvimento que nos falta, que foi perdido na noite dos tempos e que seria urgente retomar, despertar, valorizar e educar, pois é a essência do funcionamento da Vida para todos os seres e deveria ser para nós também se 'destapássemos' nossas percepções. Mas onde estão os indivíduos capazes dessa liderança íntegra e inteligente que requer uma formação cultural e acadêmica multidisciplinar e mais positiva, que requer muito empenho, boa vontade e coragem, domínio do assunto e uma legitimidade moral para tal? Se não houver um impulso decisivo para descobrir, apoiar e formar tais pessoas hoje, nossos jovens e as futuras gerações terão menos ainda, talvez concretizando os cenários sombrios que muitos filmes de ficção científica insistem em apontar como nosso futuro, extrapolando de como o Homem vê sua civilização hoje: seria apenas coincidência?

Deveríamos concluir nisso tudo como o trabalho de Darwin apenas tocou na superfície do fenômeno Evolução e que todo o sistema acadêmico-científico precisaria urgentemente fazer avançar também suas noções e se abster de só repetir e celebrar dogmas darwinianos como se fossem o auge do saber e a única referência nessa área, o que acaba por amarrar geração após geração nessa noção estacionária e ilusória de como a Evolução acontece e como a vida na matéria se desenvolve, criando meros repetidores de um saber muito incompleto ao invés de estimular o desenvolvimento de inteligências criativo-intuitivos-racionais e uma formação mais abrangente, íntegra e profunda entre nossos alunos, essencial para se buscar a Verdade onde ela estiver. Isso também significa que não poderemos mais ter cientistas, pesquisadores e intelectuaiis cuja formação pessoal sobre a existência ou não de um Criador, da Alma humana, da vida após a morte, outras dimensões da existência, etc. ainda for obscura, indefinida, contraditória, presa aos dogmas de alguma religião de sua preferência ou pior, que encare tudo isso de forma indiferente ou condescendente excluindo estes aspectos fundamentais de suas profissões e do seu trabalho científico como se não influissem ou importassem pois seriam de "fôro íntimo". Um cientista e uma ciência firmada sobre esta base frágil e profundamente contraditória será -como já é- eminentemente inútil para a humanidade para definir nossos rumos e fornecer respostas verdadeiras sobre o que quer que seja, servindo mais para manter toda a população presa a uma ilusão de realidade que no fim tem um preço, como já está tendo agora.

Este é um conhecimento que afeta toda a ciência, pois todas as áreas estão ligadas aos Elementais e Espíritos da Natureza e à condição da Consciência humana. Eis mais um exemplo: na Meteorologia, o que realmente preside por trás dos fenômenos climáticos observados vai muito além do que supõe seus bem-intencionados membros que podem apenas analisar o aspecto físico por ser o único visível e mensuravel pelos equipamentos e racionalidade humana atuais, quando não limitados também a atender ao imediatismo humano de negócios e diversão. Para melhor interpretarmos as previsões precisaríamos começar por ter em mente que o fenômeno físico é SEMPRE um resultado e nunca uma causa, então o que há por trás das mudanças climáticas físicas? Com um olhar mais profundo sobre o tema, comecaríamos a entender que o clima atual, quando natural, é realmente um reflexo direto de pelo menos três fatores principais: o primeiro é o nível mental/consciencial predominante da humanidade que ininterruptamente projeta na atmosfera o quociente de seus pensamentos, desejos, paixões, aspirações e idéias. O segundo advém da resposta a essas emanações humanas dada pelos Espíritos da Natureza do elemento Ar, cuja tarefa é combinar os elementos disponíveis para manutenção do clima, resultando em um clima que pode ser tanto ameno e maravilhoso como violento e instável, em correspondência exata ao que acontece nos corações e mentes humanos, pois essa é a matéria prima, por assim dizer, disponível. O terceiro fator é aquele que não havia antes e que faz parte do nosso momento histórico único que vivenciamos hoje, como menciono ao longo deste texto, e este seria uma movimentação colossal do próprio planeta, da mãe Gaia, se quiser chamar assim a Consciência cujo corpo é o próprio planeta, que se prepara para uma nova fase expurgando os venenos tóxicos que nela vêm se acumulando há séculos também pela negatividade e incúria humanas, devolvendo aquilo que nós mesmos originamos por livre vontade: a fúria dos elementos que espelha o desatino humano, pois a esta altura já se deveria saber que não há causa sem efeito correspondente, como algo justo e necessário por não estamos ainda fazendo a limpeza nós mesmos em nossos corações e mentes, em nossas sociedades e no meio ambiente de forma profunda, justa, real e na escala e velocidade necessárias. A limpeza é tanto física, da poluição e contaminação de tudo, como também mental e espiritual-energética noutras faixas de frequência como procurei demonstrar existir aqui desde o início deste texto. Isto pode parecer abstrato ou fantasioso para muitos mas na verdade nada tem de religião e sim de uma ciência positiva e bem lógica que terá de ser admitida abertamente um dia, sem sofismas quando o ser humano não tiver mais medo de encarar a causa das coisas e as peças ocultas desse quebra-cabeças começarem a vir à tona. Uma nota positiva para tudo isso é que ainda é possível amenizar diversos desses efeitos climáticos, refazendo nossa conexão com os Espíritos da Natureza e com eles nos aliarmos no Amor pela restauração do planeta. Já foi dito por Einstein que a mesma mentalidade que criou um problema não serve para soluciona-la. Assim sendo, temos de mudar como pensamos pois o pensamento modela nossa imagem de nós mesmos, nosso futuro e o que conseguimos ver dessa realidade, que será sempre parcial, enquanto não despertarmos indivudual e coletivamente.

Um Valor de Permanência

No reino vegetal, cada florescer, cada semente que brota, cada plantio e colheita é regida, apoiada e auxiliada por essas forças elementais. No mineral, cada combinação química, cada movimentação geológica e cada substrato é entremeado da presença elemental e no chamado reino animal, cada desenvolvimento de cada espécie acontece numa parceria com os espíritos da natureza: nada está separado. Do nosso alimento, à nossa água e nosso ar, em tudo dependemos dessa intermediação silenciosa e pura que ocorre nos bastidores da vida a cada segundo. O modelo atual que se usa para estudar o homem, os ecossistemas e o planeta já começa a mostrar sinais de que entende que não se pode estudar as coisas de forma isolada para conhecer de fato algo, seja o que for. A ciência acadêmica começa a entender que não é dissecando, medindo, pesando e quantificando as coisas que se pode apreender seu funcionamento no todo. Mesmo assim, ainda falta entender muito mais pois continuamos estacionados no materialismo mecanicista, desprezando o conhecimento da Ciência do Espírito que há no mundo. Ou será que alguém poderia entender o funcionamento de uma bússola só por desmontar e analisar suas partes, ou os materiais que a compõe? Só se pode entender para que serve e como funciona uma bússola quando a relacionamos com os campos magnéticos do planeta como um todo! A mesma noção precisa ser aplicada ao homem, aos animais, minerais e as plantas, pois não é estudando um braço, por exemplo, que entenderemos o corpo humano e também não é estudando um cadáver humano ou vegetal que entenderemos sua relação Viva com o restante do mundo. O componente espiritual sério, científico e desvinculado de atender a esta ou aquela religião é que dá causa ao efeito físico e material que observamos. Qualquer outra forma de conduzir estudos como a ecologia, por exemplo, será sempre incompleta e enganosa, portanto incapaz de propor soluções hoje ou nos conduzir amanhã com medidas que possuam um valor de permanência, sem termos mais de conviver com os muitos efeitos colaterais da ignorância e do despreparo.

Mas, voltando ao reino dos seres elementais e espíritos da natureza: A vida nesse âmbito é diferente -mas não separada!- da nossa, os espíritos da natureza não possuem nosso livre-arbítrio ou necessidade de "buscar o sentido da vida" ou ter um raciocínio analítico pois já estão unidos harmoniosamente à Vontade Maior, que lhes proporciona todo o saber necessário, aquela que dirige os rumos da Criação e, por viverem na dimensão das emoções, seu estado natural é da mais pura e permanente felicidade e exultação da Vida quando podem desempenhar suas funções, mas pode ser também de agonia e desespero idem quando nossos pensamentos e ações intervém de forma artificial, altamente ruidosa*, destruidora e insensível em seu habitat, impedindo que desempenhem suas funções, causando verdadeiros bolsões de estagnação energética que impedem a recuperação e o desenvolvimento natural de um local. Por falar nisso, seu habitat é em toda parte: em toda a terra e no subsolo, em toda água e no ar e até nas chamas. *Vale aqui fazermos um pequeno parêntesis sobre isso: nossa humanidade, na sua maior parte, ainda não percebe o alto índice de ruído em tudo que faz, preferindo apenas medir decibéis de trânsitos ou aeroportos (mas sem nada fazer a respeito...) para reportagens. Mas o fato é que isso vai bem mais longe, está no dia-a-dia do nosso comportamento que na maioria das vezes se expressa aos gritos, alardes e estrondos vários como o de pessoas que acham necessário ficar acelerando suas motos e carros, possivelmente para sentirem que estão vivendo, pois ainda estão mais ligados à matéria densa e bruta que lhes faz sentido do que aos valores da delicadeza como um todo. Todos os dias vemos como tantas pessoas gostam de barulho estridente ou impactante (seja na música ou no transporte de objetos e suas vozes, ou ainda em tantos 'shows' com som distorcido e alto mas sem qualidade que ninguém parece notar), sentindo prazer em provocar tais abalos no ambiente circundante, como que dizendo "olhem, eu estou aqui!"; o mesmo acontece em nossos meios de entretenimento: filmes, músicas ou em parques de diversão e shopping centers, sem falar das repetitivas e impactantes vinhetas televisivas como as de telejornais que incorporam o conceito do alarde como um emblema. Só nisso já podemos ver o nível de desenvolvimento da nossa humanidade e quanto falta ainda para sabermos nos divertir e nos expressar sem precisar da explosão e do impacto dos sentidos que só causa grande dano e desarmonia tanto para quem emite como para quem ouve, quer saiba ou não, quer acredite ou não. Assim como pessoas de maior sensibilidade não conseguem viver em meio a isso todo dia, a Natureza também não e os danos vão se somando e espalhando sem controle algum: quais seriam as consequências? É mesmo surpreendente que estejamos tão repletos de distúrbios mentais e enfermidades várias depois disso? Lembremos que falamos aqui de ruidos físicos que podemos aquilatar e mesmo assim pouco ou nada fazemos!

Que dizer então de suas repercussões nas dimensões mais sutis de que tratamos aqui? No entanto, para os Elementais e Espíritos da Natureza tudo isso se soma ao ruido mental, criado pela nossa caótica, indisciplinada e frequentemente inconfessável forma de pensar, que polui o meio ambiente com ondas de distúrbio do qual os Espíritos da Natureza fogem e evitam se puderem, que é uma das causas de termos dificuldade de contatá-los. A música é um excelente exemplo: nosso progresso criou a música digital e audiófilos geralmente consideram isso uma decadência na qualidade sonora se comparado à faixa dinâmica captada pelos discos de vinil, como sabemos. Porém isso vai mais longe e poucos se dão conta de que não é só isso que importa saber, para curtir boa música, pois a codificação digital da música não é mais música, só a percebemos como tal, possivelmente pelo nosso alto grau de desconexão com a natureza somado ao nosso condicionamento na sociedade moderna. Tudo isso também mostra como boa parte do nosso progresso não é real e nos distancia da Realidade Maior. Elementais e Espíritos da Natureza se afastam da nossa música digital emitida por nossos alto-falantes enquanto se aproximam amorosamente quando uma bela música é executada por um instrumento real, digamos um violoncelo (não elétrico!) de cordas ao ar livre por um músico humano que está realmente ali espargindo seu enlevo e virtuosidade pelo meio-ambiente. Até nossos animais geralmente tendem a não reagir a sons de tvs e rádios da mesma forma que reagiriam aos mesmos sons reais se acontecessem ao seu lado, mas preferimos só achar tudo isso divertido ou curioso e nada extrair para nosso progresso ou aprendizado na prática! As provas que desejamos estão em toda parte, falta só saber e querer ver com honestidade.

Dessa dimensão paralela, cuja existência já foi deduzida e confirmada por diversos físicos desde Einstein, esses seres estabelecem uma simbiose com os direferentes reinos numa troca de experiências onde enquanto fazem desabrochar e impulsionam as formas e consciências da vida no mundo físico, este lhes proporciona em troca, a experiência física, o contato com a matéria mais densa, para crescimento de ambos e nosso proveito. Elas são as encarregadas também da nutrição das plantas e equilíbrio do solo, dos fenômenos atmosféricos, do fluir das águas e de todos os fenômenos naturais como as tempestades que conhecemos além de outras mais que não percebemos e nem sabemos que acontecem neste nosso mundo e além. Até mesmo nossos corpos e órgãos internos dependem dessa intermediação natural para sua formação, comunicação e bom funcionamento, assim como os processos industriais de transformação e tratamento de matérias primas, o que leva o assunto para muito além da noção convencional do seu papel em relação ao meio ambiente. Todas as substâncias orgânicas, produtos químicos, alimentos e materiais possuem uma vida e consciência próprias (não existe matéria não vivente distinta da vivente como se pensa) e estão relacionados aos Elementais e Espiritos da Natureza pois resultam das atividades criadoras, mantenedoras e transformadoras dessas formas de vida que dão origem a todas as substâncias no mundo físico e a elas permanecem ligadas. Entendendo isso, veríamos que nossos hábitos, pensamentos e vícios estão também estreitamente ligados à presença desses seres, pois ingerimos as substâncias que a elas estão sempre ligadas de uma forma ou de outra, um indicativo de que é nesse ponto onde devemos começar a procurar as soluções para mudanças, tratamentos, curas e estudos dos humores do ser humano, indo muito além do que a psicologia e medicina comuns nos forçam a aceitar hoje, na busca da saúde real e não só do desenfreado e festivo culto às aparências condicionadas ao modelo de saúde atual, regido pelo conhecimento convencional de como se deve cuidar do corpo, considerando-o como uma máquina apenas, como é hoje. Falta integrarmos as descobertas das últimas centenas de anos sobre germes e bactérias, microorganismos, as propriedades dos materiais e das substâncias, etc., com esse conhecimento maior do que lhes dá forma, causa e propósito. É só refletir sobre a magnitude disso e suas implicações para vermos que estamos diante de algo que, uma vez admitido, assimilado e depois estudado sériamente, mudará nossa relação com este mundo e nossas vidas na matéria, para sempre.

-"Na medida em que as leis da Matemática se referem à Realidade, elas são imprecisas; na medida em que elas forem precisas, não se referem mais a Realidade" -Albert Einstein em Geometria e Experiência (Janeiro de 1921).

É urgente entendermos que mesmo quando cumprimos as leis ambientais humanas à risca (e nossos esforços ainda são mais para termos algum sucesso nisso...) e procuramos fazer o que achamos ser o certo, quase sempre causamos graves danos ambientais nessa Realidade Maior (que também está totalmente ligada à vida na matéria e com ela interage ininterruptamente pois é a Vida Real e nunca algo para se dar atenção somente num momento de folga como simples curiosidade) por ainda não reconhecermos esses fatos, quando, por exemplo, projetamos jardins e parques, condomínios e conjuntos habitacionais, construções isolantes de concreto e pavimentações com asfalto, estradas, muros de todos os tipos erguidos à revelia em qualquer lugar e principalmente quando mudamos o curso de rios ou os canalizamos de forma artificial em canais ou com nossa imensas barragens, desconhecendo essa outra realidade que não reconhece nossa forma racional e matemática de conceber as coisas, pois essa nunca foi a única nem a mais acertada forma de se conhecer o mundo e a vida, embora tenhamos nos acostumado a pensar que sim, com orgulho da nossa objetividade e capacidade analítica atuais. Eis um exemplo: um rio, possui uma sinergia de energias e locais sagrados, curvas dinâmicas que possuem um propósito. Sua canalização em formas retas pensando só em utilitarismo do tipo mecânico-geométrico destrói energias delicadas, estagna a energia vital e aprisiona os seres elementais em bolsões de estagnação e sofrimento por vezes indizível e para sempre. Onde o sofrimento tem a função de nos trazer aprendizado e amadurecimento, para essas formas de vida é apenas agonia eterna sem proveito algum. Eis a dimensão da nossa responsabilidade. Nossa poluição ambiental, que é física e mental, prejudica sobremaneira todo esse delicado e sagrado equilíbrio. Quem, além de nós mesmos, deve pagar a conta no final? Supor que nada disso existe não é uma atuitude digna da inteligência e progresso que gostamos de sentir que conquistamos. A noção séria da existência dessas formas de vida e sua fundamental função nos ecosistemas é ancestral, antecede todas as religiões organizadas e poderia ser estudada com igual seriedade pois as informações de qualidade estão aí no mundo de hoje, sabendo peneirar e buscar o que se deseja. Depois disso, continuar a tratar o assunto como fantasia melosa eivada de 'bruxinhas e duendes' para crianças em filmes ou programas de tv para diversão vazia ou vender produtos em comerciais de tv, atesta o psiquismo imaturo, para não dizer irresponsável, da nossa sociedade.

O Espírito da Natureza ligado à formas e deveres vegetais, aquáticos ou do solo não pode se desligar sozinho do seu ponto focal  (como podem fugir os animais, até certo ponto, quando ameaçamos e destuimos seu mundo, seus lares e seu território) e lá permanece tentando cumprir seu dever sagrado para sempre, mesmo sendo impossível, com a poluição, estagnação, bloqueios, isolamentos ou destruição que causamos. As formas geométricas que damos a jardins e sebes, pensando somente em nossa estética, também influem e lhes são frequentemente torturantes pois nada significam e ainda colidem energéticamente com a harmonia e função geo-magnética do local que nunca percebemos e nem sequer ainda constam de nossos mapas. De tudo isso deveríamos concluir também que todas as áreas acadêmicas e profissionais ligadas ao meio ambiente, como jardinagem, agronomia, botânica etc., precisam urgentemente rever suas formações, pois suas atividades e intervenções bem-intencionadas mas impensadas, do ponto de vista de uma Realidade Maior, acabam causando graves danos com consequências duradouras que somente os espiritos da natureza podem aquilatar, quando queremos forçar uma estética ou uma produção artificial que interfere e desfigura o desabrochar natural das espécies vegetais de todo tipo, que não conhecemos de fato apenas lhes damos nomes e os dissecamos, medimos e pesamos para análise laboratorial de suas propriedades físicas, ou seja, inúmeras práticas constantes dos "manuais de jardinagem" e similares podem estar na contramão da realidade bio-energética e espiritual da vida vegetal. Temos um certo tipo de conhecimento sobre a vida vegetal, sua sazonalidade e características que é considerado vasto, mas só isso não basta para estarmos em harmonia com o processo e assumirmos de fato nossa posição como co-criadores do mundo. Toda nossa noção de paisagismo também precisa evoluir, pois nunca deveria ser só um conhecimento botânico de qual planta ou pedra "servem" para cada local ou nos são agradáveis aos olhos, ou ainda pior: o que está na moda, ignorando todo o resto.  Por exemplo, já existe uma nova geografia que estuda e incorpora estes fatos que se chama Geografia Sagrada que utiliza a Geomancia11, que significa empregar a Geografia e a Geometria Sagradas, para encontrar, mapear, definir e qualificar os fluxos de energia distribuidas pelo solo, pelas águas, vegetação e pelo ar quanto às suas propriedades específicas e função em um dado local para entender de fato suas interações conosco e nas trocas com outros locais no fluir da Vida, de rios a vales e tudo que existe que já poderia fazer parte da nossa moderna cartografia, na criação de mapas mais completos de um ecossistema antes de intervirmos nele, pois esse assunto já é a especialidade de alguns pioneiros que desenvolvem esse trabalho há décadas! Quando vamos entender que todas essas descobertas fazem parte do nosso conhecimento científico e que ignorar ou ironizar esse vasto manancial de informações só depõe contra nossa própria inteligência e integridade como profissionais que dizemos ter um interesse no meio ambiente?

Como se pode ver, há inúmeras implicações e ramificações nessas informações carismáticas sobre como encaramos, usamos e vivemos na nossa Realidade. Por exemplo, isso também nos mostra que toda forma de Turismo ambiental deveria ser e será bem diferente um dia, quando nos educarmos nesses valores e conhecimentos, para uma relação mais profunda e verdadeira com o meio ambiente com guias e mapas que nos mostrem o que cada local realmente é e sua função para que os visitemos com uma nova atitude e outro tipo de satisfação pessoal pois estaremos contribuindo com nossas energias e pensamentos para com a manutenção e progresso dos lugares que visitamos ao invés de apenas extrair benefícios e alegrias superficiais sem nada dar em troca, equilibrando a experiência, semelhante às peregrinações de antigamente. Um turismo assim, que não só não estimule o dano como também se distancie da ecologia superficial da moda, é possível e muito necessário para reverter o quadro atual e lhe dar um sentido e propósito mais avançados e legítimos que sejam verdadeiramente saudáveis para nós e para o lugar visitado. Nesse novo e empolgante trabalho de reeducação e sinalização, os Artistas de Natureza encontrariam um novo sentido e um grande valor para seu talento que passaria a retratar aspectros mais profundos da Realidade ao invés de apenas repetir sua superfície com infinitas variações de estilo e técnicas, numa fascinante busca de conhecimento que se irá compartilhar e que não se esgota pois é multidimensional e muiltifacetada. Aliás, este é também um ponto de fundamental importância: a arte deve deixar de ser vista apenas como um complemento cultural como tem sido e sim, ser restituída como o poderoso processo de Criação que representa, para ir além de ser, nesse particular da arte de natureza, um mero acessório visual de uma ciência materialista. Essa pequena digressão nos mostra que estas são idéias para educadores, empresários de visão ética e mecenas das artes se interessarem pois é o verdadeiro futuro-presente que nos aguarda, começando pela educação de base com novos materiais igualmente verdadeiros e empolgantes para crianças, para ajudarmos a formar uma nova mentalidade e uma nova consciência da realidade que nos cerca. Como disse acima, valerá para quem fizer e sempre é tempo de começar a mudar esse estado de coisas, pois sem isso nunca haverá o verdadeiro equilíbrio ecológico-humano que se prega e acredita alcançar só com a tecnologia da matéria, leis e acordos políticos. Para amostras desse novo tipo de Educação Ambiental, acesse este link.

Há muito para estudarmos e nem sequer começamos oficialmente. Como se vê, não se trata de só de "proteger" animais da extinção e as florestas do desmatamento por razões climáticas e econômicas ou para nossos netos poderem 'desfrutar' no futuro ou ainda 'preservados' em zoológicos para visitação pública! Tudo isso representa ainda uma noção superficial e muito distorcida de ecologia que precisa avançar e se aprofundar nas verdadeiras causas dos fenômenos e sua razão de existir no meio ambiente. Também a noção de só não jogarmos pneus, sacolinhas, esgoto, entulho e garrafas pet nas águas é bastante limitada e superficial como exemplo para as pessoas, empresas e nossas crianças, pois é apenas a parte mais básica da nossa educação ambiental e ainda se fixa e evolui muito lentamente para fazer frente aos ávidos e ágeis interesses da destruição que dançam em torno do cidadão que ainda dorme, embalado nas muitas ilusões, distrações e justificativas do mundo material. É preciso haver o quanto antes a prática de uma Ecologia Profunda5 que abarque uma porção maior da Realidade que nos cerca, uma que demonstre que não é inteligente continuarmos a seguir o caminho do materialismo cego hoje e que nunca o seria no futuro, como consequência natural da Evolução do Ser. Trata-se de algo muito maior onde precisamos urgentemente entender muito mais sobre a sinergia e ressonância entre todas as partes e como devemos participar no desabrochar da vida enquanto tratamos do nosso desenvolvimento material e psíquico.

Ainda não conhecemos a função das chamadas "ervas daninhas" e como elas sinalizam a condição do solo. Ainda achamos necessário usar pesticidas e fertilizantes que só desequilibram o solo ainda mais e são desnecessários como diversos empreendimentos sérios e de escala no mundo já mostraram. Não conhecemos o papel real de insetos e microorganismos na economia da natureza ou na medicina dos sintomas onde ainda os consideramos como inimigos aproveitadores de alimento e ávidos para se reproduzirem, (na verdade, um comportamento humano...) e como ameaças ao inocente ser humano que devem ser destruidos ou contidos com produtos químicos, reforçando esse conceito diáriamente em vistosos comerciais de tv embrulhados com humor e que impactam sobre o conceito que nossas crianças farão da Vida, pois não percebem -como muitos adultos- as profundas contradições desse modelo. Ainda investimos pesado em pesticidas ou meios "biológicos" para destruir ou afastar agentes da natureza que só agem para reequilibrar ou desintegrar aquilo que estava intimamente enfêrmo para início de conversa, atraindo as providências naturais correspondentes. Ainda não sabemos que em tudo há vida, que pedras e demais materiais considerados "coisas", possuem um grau de consciência mesmo latente e registram diversos fatos ao seu redor além de com eles interagirem. Os exemplos são inúmeros e contundentes. Enfim, tudo isso é a verdadeira Ecologia e estudo do meio ambiente. Sem isso estamos sempre tateando na superfície da vida enquanto intervimos com transgênicos, abortos, clonagens e leis, aniquilando animais cruelmente aos bilhões em matadouros (estima-se em 70 bilhões de animais mortos por ano em todo o mundo para consumo e que cerca de 80% do desmatamento na Amazônia provém da atividade pecuária -fonte: sociedade vegetariana brasileira) e nos envenenando com alimentos altamente contaminados ou muito desvitalizados quando não mortos e artificiais em combinações bizarras enaltecendo a preservação da tradição gastronômica, mesmo quando esta representa hábitos nocivos ou tolos do passado, buscando mais o sabor do que o valor, mais a aparência do que o significado, poluindo tudo quando ainda nem sabermos o que vem a ser a Vida de fato ou como criá-la.

Imagine-se o dano causado com barragens hidreelétricas e rodovias de grande porte, quando a realidade invisível é desconhecida! Mesmo sem saber de nada disso direito, especialistas de diversas áreas já contabilizam, denunciam e nos chocam com notícias diárias sobre os danos ambientais e sociais daquilo que conhecemos e podemos ver, como a perda da biodiversidade, da extinção das espécies, exploração desenfreada dos territórios para mineração e prospecção de mais petróleo ou criação de gado para abate, resultando em enormes desmatamentos e queimadas chocantes, a derrubada de árvores centenárias, desmatamentos utilizando arrastões com correntes para a morte cruel e indiscriminada de plantas, árvores e animais na Amazônia e destruição de cachoeiras, a falta de respeito aos direitos indígenas, da degradação humana, dos enormes desperdícios de recursos e alimentos e dos danos vultosos à economia de um país, da perda e contaminação das preciosas águas potáveis de superfície, nascentes e de lençóis freáticos, etc., porém tudo isso, mesmo chocante e gravíssimo, é ainda só a superfície daquilo que vemos, pois não desenvolvemos os olhos de ver mais fundo nem o sentimento para sentir o que estamos fazendo com a vida na Terra e a nós mesmos. No caso de barragens e interferencias nos cursos de rios, não nos demos conta ainda que a água possui consciência própria, pois a água é viva e sabe por si onde é mais necessária e onde deve ir, seguindo o plano diretor da Mãe Terra que cuida de si mesma há milênios sem nossa "ajuda". Nossa interferencia que ignora essa Realidade Maior, além de grande sofrimento e mortes, causa todo tipo de desequilíbrios e bloqueios no andamento natural das coisas no meio ambiente, impedindo a livre comunicação entre as partes que, como disse antes, não podem ser separadas, fazendo com que a Natureza em si fique cada vez mais incapaz de aplicar suas próprias soluções e prover para seus filhos como sempre fez em abundância. Argumentar que precisamos dessas coisas para gerar mais energia e empregos ou que o "desenvolvimento" nesses moldes é imperativo para a sociedade são apenas sofismas que mascaram o que realmente deveríamos fazer: não interferir na Natureza -especialmente quando somos ignorantes de seus mecanismos reais- utilizar as soluções limpas que já existem e deixar que outras venham a tona. Se não fazemos isso -que sabemos lá no fundo ser o certo-, é inútil se lamentar pelas consequencias ou tentar remediar com mais erros, leis e crimes ambientais, quando muito do que aprovamos como legal e apropriado ao nosso desenvolvimento e bem-estar também são uma inversão de valores, como a derrubada de árvores para usar sua madeira na manufatura de bens: nunca pedimos e nunca nos foi dada uma autorização para isso de parte da alma/consciência das árvores que possuem sua própria linha evolutiva e não foram criadas para abate mecanizado (independentemente de haver reflorestamento depois) como também não o foram o gado e as aves que abatemos aos bilhões... em nome de uma alimentação altamente nociva, cruel e ironicamente ineficiente do ponto de vista econômico e nutricional também porque em nome das famosas proteínas o homem contamina pesadamente seus corpos sutis e gera uma enorme dívida de sangue que terá de ser paga de alguma forma, especialmente quando há substitutos para tudo isso, mas preferimos nos apegar às tradições, aos lucros e hábitos enraizados. Em tese, essa é a parte que pode ser claramente vista pelo nosso lado racional e analisada a contento pela nossa ciência e que portanto, já deveríamos conhecer bem, mas ainda discutimos a validade do vegetarianismo etc, sem conhecer de fato suas bases e motivos maiores, preferindo a piada fácil a conhecer e enfrentar os fatos... o que equivale dizer que se nem no nosso metier, onde nos vangloriamos do poder de sermos racionais e da nossa ciência sequer temos conhecimento consensual e somos impotentes de aplicá-lo quando o temos, como questionar a validade desse estudo do imponderável que aqui se propõe?

-"A Natureza pode atender a todas as nossas necessidades, menos a nossa ganância" -Mahathma Gandhi.

Esses simples exemplos que dão o que pensar podem parecer excesso de preciosismo para a maioria das pessoas que nunca pararam para pensar na sua Responsabilidade Maior para com a Criação e acham que "tudo que está aí é para usarmos, pois estamos no topo da cadeia alimentar como a espécie mais desenvolvida do planeta", ou pior: que "sempre foi assim"... mas na verdade há muito ainda o que se aprender sobre a finalidade do mundo e nossa estada aqui, sem ser só pela ótica superficial e conveniente da ciência materialista, antes de já supormos que temos o direito de fazermos o que quisermos sem consequências, mesmo nesse exemplo muito mais profundo de uma ecologia mais ampla. Há até informações que começam a vir à tona que sugerem que mesmo a mineração que sempre consideramos normal e essencial, pode ser uma grande e desnecessária violação da ordem natural, pois tais riquezas subterrâneas fazem parte do corpo de Gaia (nossa Mãe Terra) que delas faz uso para o equilíbrio planetário e sua constante expoliação também está contribuindo para com os crescentes desequilíbrios nesse corpo terrestre onde vivemos... Nosso desenvolvimento tecnológico poderia ter seguido outros rumos, não menos desenvolvido, é bom que se diga, mas sem esse modelo de uso que quase sempre representa agressão e desequilíbrios se tivéssemos feito outras escolhas, mas isso é assunto para outro texto. Desprovidos desse conhecimento e apegados cegamente ao modelo cético-materialista só nos resta, na maior parte, repetir o discurso ecológico politicamente correto do momento e ensinamos o mesmo às nossas crianças para fazerem cartazes na escolinha, mas na verdade ignoramos ainda a parte mais importante, pois é a que dá CAUSA aos EFEITOS realizados que podemos ver. Há erros seculares a serem corrigidos e compensados, além dos que estão sendo cometidos neste exato momento em algum lugar por desconhecimento e indiferença para com uma Realidade Maior. Amadurecer como sociedade é saber que não se pode construir paz, bem-estar e felicidade em cima do sofrimento de outras espécies que compartilham conosco a experiência única de aqui estar.

ncn2Uma parceria colaborativa com os espíritos da natureza é possível e muito necessária para corrigir as graves distorções em todas essas áreas e já vem sendo feita com sucesso em vários lugares do mundo há décadas. Muitas pessoas no mundo aproveitaram bem suas vidas e desenvolveram esses olhos de ver, seja através do apuro diligente de sua sensibilidade e intuição avançadas ou pela abertura e apuro de uma Clarividência6 positiva e exata, como requer a mente científica, aliada à pureza de intenções ou ainda pelo uso da Radiestesia7 para ampliar essa visão e percepção dos arredores de um ambiente, capacidades que podem e devem ser parte da formação de todos os que estudam a Vida. São pessoas que colocaram em prática sua visão em estudos e atividades altamente científicas, mas de vanguarda, em projetos-piloto espetaculares pelo mundo, como na Fundação Findhorn na Escócia, em Perelandra nos EUA e com o revolucionário método Sonic Bloom, entre outros (para mais informações essenciais sobre tudo isso, consulte os links aqui neste site, na minha seção de links como artista naturalista e no site do iDStudio, na seção Pelo Mundo) em inúmeras soluções reais e resultados maravilhosos, portanto legítimos, para nossas vidas. Falta fazermos o mesmo no Brasil agora, para atingirmos a escala e a qualidade intrínseca necessárias para a demonstração prática dos resultados e conscientização gradual de todos os setores da sociedade.

Além desses meios, ainda há espaço para se desenvolver aparelhos eletrônicos ultra-sensíveis para a detecção e comprovação dessa realidade que impacta em todos os campos do saber, para que outros pudessem ver. Mas que uso faríamos desse novo conhecimento que muda tudo? Teríamos a integridade e a autonomia necessárias para começarmos a realmente corrigir os danos e por em prática uma Nova Consciência Naturalista e com isso desenvolver um modelo real de economia sustentável? Ou prefeririamos fazer mau uso ou ignorar tudo, cortejar a contaminação de tudo e continuar a elevar nossas já assombrosas dívidas coletivas para com o meio ambiente, os animais e Espíritos da Natureza, que nunca estiveram separados, achando que não haverá um Choque de Retorno ainda maior quando já o estamos vivendo neste momento em toda parte? Quando entendermos que não basta justificar a destruição ambiental com a necessidade das maiorias de ter conforto, energia elétrica, mitigar a fome ou gerar empregos, para mencionar algumas das mais citadas, estaremos em condições de fazer um planejamento mais amplo e profundo sobre a questão, pois esses motivos óbviamente importantes, não podem ser usados fora de contexto ou de forma constrangedoramente superficial e simplória, pois na somatória dos efeitos, os danos coletivos para o ser humano serão maiores que os benefícios básicos almejados, pela simples falta de sintonia com o meio ambiente e o consequente retorno espiritual-energético justo, pela indiferença demonstrada para com a a Realidade Maior. Não saber quantificar e qualificar esse retorno, não é o mesmo que dizer que ele não existe.

No início deste texto falei sobre estarmos vivendo numa parte da realidade e não nela toda, numa parte que fomos escolhendo apartar do resto, por diversos motivos, e hoje nos vemos reféns dessa grande limitação ao lidarmos com a Vida pois tem sido "confortável", nos proporcionando a fuga e o escape de nós mesmos como mencionei. É de suma importância sempre lembrarmos nossa posição: achamos que só o homem pode questionar a razão de existir e montar filosofias e religiões que expliquem a realidade para nós mesmos, enquanto os animais por exemplo, não podem fazer isso. Mas a questão é na verdade inversa: só nós chegamos a um ponto em que não sabemos por que existimos, enquanto o resto da criação não ignora isso pois está integrada e não precisa questionar nada! Se temos maior capacidade de nos aprofundarmos em teologias, filosofias e ciências, não estamos usando esse privilégio sagrado como devíamos, combinando-o com nossa natural integração-intuição para o melhor proveito. Ao invés disso, isolamos o conhecimento, compartimentalizamos o uso do raciocínio e nos desconectamos da Vida, do sentir, das energias circundantes que nos interpenetram e conosco ressoam a cada instante, achando que é possível viver assim e com esse modelo desvendar a vida e seu sentido, quando isso é o que nos está afastando da Criação e causando os desequilíbrios psíquicos e físicos que vemos nos outros e sentimos em nós mesmos. Ainda não vemos realmente a profunda contradição disso, em toda sua dimensão e suas consequências desastrosas, nem quando estas estão à nossa porta e em nosso íntimo, pelos diversos mecanismos que criamos para abafar, distorcer e esconder isso de nós mesmos e uns dos outros, na vida pessoal, familiar, social, profissional e científica. Toda separação num estudo gera distorções. A crença e a fixação num modelo é que cria suas "leis" que julgamos depois serem imutáveis. A física quântica já nos mostra que as leis da física, por exemplo, só se tornaram leis pelo consenso coletivo de se ver de uma determinada forma e esperar tais resultados constantes: ou seja, a vida real que achamos conhecer é, na verdade, modelada pelo nosso pensamento dela. Interpretar e viver a vida pela metade, equivale a afirmar que para andar só precisamos de uma das pernas, ou querer praticar um esporte com bola usando só meia bola ou mesmo voar com uma só asa: nunca saberemos como seria fazer essas coisas plenamente, por inteiro e onde essas novas habilidades nos levariam na compreensão do Universo e de nós mesmos. Isso tudo também não pode ser um ideal de futuro, pois cair no engodo da "esperança" é novamente encontrar desculpas para não realizar no agora.

É uma lição de humildade também saber que tais delicadas criaturas nunca nos odeiam apesar de tudo que lhes fazemos por ignorância, indiferença, estupidez ou pura maldade, elas sempre esperam nosso despertamento para voltarmos a co-criar o mundo, como já foi há muito, muito tempo, aqui mesmo no nosso planeta. A realidade da presença dos Elementais e Espíritos da Natureza, juntamente com todas as inúmeras outras formas de vida que também habitam as dimensões mais sutis do nosso planeta, formam a outra metade da ecologia terrestre, uma segunda ecologia que temos de estudar com seriedade e pureza de intenções para sabermos integrar essa realidade na nossa noção bastante incompleta da Vida neste planeta, pois será com essa parte da vida que teremos de formar parcerias algum dia para termos como sanar os problemas da Terra que causamos e saber decidir sobre os imensos desafios ambientais, urbanos e de desenvolvimento que temos de solucionar de forma muito mais profunda e verdadeira do que tem sido. Ou seja, não é deixando essa Realidade Maior fora da equação dos nossos debates que teremos condições de realmente encontrarmos soluções verdadeiras e duradouras que evoluam conosco.

Já passamos do tempo em que deveríamos ter incorporado esse conhecimento. Estamos constrangedoramente atrasados nesses assuntos tão vitais para nossa permanência e uso do mundo. É hora de recuperar o tempo perdido com ironias e descrenças, todas superficiais e sem real substância, numa espécie de paródia espelhando a insusbstanciabilidade dos próprios Espíritos da Natureza. É hora de elevarmos esse conhecimento do abandono e ridículo onde foi lançado -e lá mantido- por certos interesses religiosos e científicos, de uma vez por todas. Para começarmos esse despertamento e iniciar de vez essa nova fase da investigação científica e pessoal íntegras, precisamos começar por admitir de uma vez por todas que tanto como sociedade e como indivíduos, acadêmicos ou leigos, fomos todos condicionados a aceitar explicações superficiais que apenas focam em efeitos e não em causas como sendo a palavra da ciência sobre isso ou aquilo que satisfaz nossa necessidade igualmente superficial e momentânea de saber e, com isso, deixamos de desenvolver nosso discernimento. Por exemplo, na meteorologia, quando se diz num noticiário que tal clima é "causado" por tal frente fria etc., ou quando um vírus ou germe é apontado como "causa" dessa ou daquela doença, devemos ver que a palavra "causa" está sendo usada levianamente ou pelo menos de forma ignorante, pois tanto a frente fria como o temido germe não são causas de nada, pois são apenas agentes reequilibradores, intermediários das causas que as precedem que, invariávelmente, são de natureza espiritual e de estados mentais predominantes e persistentes, nocivos ou saudáveis, de indivíduos e coletividades ou ainda, dos poderosos processos planetários que não sabemos ver em sua intimidade, pois TUDO no mundo material é um REFLEXO do que se passa na intimidade consciencial do indivíduo, da natureza, do planeta e do sistema cósmico onde estamos.

Nossas crianças que tudo absorvem pela tv e pelos seus sofríveis materiais didáticos na escola então crescem com esses "conhecimentos" e darão sua contribuição para reforçá-los ainda mais nessa direção quando crescerem para tomarem seus lugares no mundo dos 'adultos' para orgulho dos pais quando alcançam sucesso financeiro e prestígio no cenário ilusório do aplauso humano e junto às "grande marcas"... isto é, se não forem bem orientadas enquanto é tempo. Pasteurizar a ciência dessa forma para as massas afeta também os próprios cientistas, técnicos e pesquisadores comuns que já são formados dentro desse esquema de condução de suas profissões e depois serão também patrulhados para previnir ou ridicularizar os "desvios" que possam abalar os frágeis fundamentos dessa ciência ou colocar em risco a obtenção de verbas e até seus empregos, enquanto outro nível menos visível dessa ciência que poderíamos chamar aqui de uma espécie de ciência dos bastidores, ou segunda ciência, para não confundi-la com a que descrevi acima como Verdadeira Ciência, uma que não chega às mídias comuns, pesquisa a realidade oculta sim, mas para outras finalidades próprias e não para as massas e nem para seus pares menores que prosseguem desenvolvendo suas pesquisas na superfície da realidade, com tecnologias, verbas, conhecimento e liberdade inferiores. O preço de tudo isso é o estado permanente e crescente de caos em todos os setores do social ao financeiro com o correspondente e justo crescimento de enfermidades várias -individuais e planetárias- de origem ignorada, combatidas inútilmente pela ciência e medicina dos sintomas e das aparências -enquanto permanecem reféns do mundo financeiro- que desconhecem e raramente removem de fato as causas, pois não as vêem nem as admitem em seu estudo do mundo e do Homem. Por exemplo, na medicina, qualquer "cura" que utilize esse modelo materialista estará apenas mascarando os sintomas adiando o desfecho, seja com drogas químicas ou mesmo extirpando um órgão tido como a "causa" dessa ou daquela enfermidade. Providências desse tipo satisfazem o imediatismo humano e as trocas financeiras, mas as energias desarmoniosas que são sua causa real invariavelmente voltarão sob outra forma um dia, pois nunca houve cura de fato. Esse estado de coisas não tem futuro algum, por isso estamos vivenciando e testemunhando sua derrocada na convergência de fatores hoje que está expondo cada vez mais esse modelo contraditório que está arraigado em nós e em nossa visão do mundo e sua finalidade. Esse despertamento, seja ele voluntário ou catalizado pela dor das decepções, desesperos, perdas e conflitos de todo tipo, trará a Realidade Maior que venho mencionando, para substituir de uma vez por todas, nossa incompleta noção de realidade que tanto nos envaidece em nossas profissões e como sociedade que tende, errôneamente, a olhar o passado com condescendência e vangloriar-se das conquistas atuais como tendo encontrado a fórmula para o bem viver! Ledo engano.

Em relação a destruição do meio ambiente que vemos todos os dias, não é o caso de encontrarmos os meios de detê-la com mais leis e fiscalizações. Trata-se na verdade de usar todos os meios possíveis de elevar a consciência humana e impulsionar seu despertamento, antes que o planeta não possua outro meio de regeneração que não seja o violento expurgo das toxinas com que a contaminamos todos os dias, sem mais poder conter o desequilibrio do clima e da superfície onde estamos. Um despertamento em grandes números poria um fim espontâneo à insanidade pois começaríamos a perceber a Realidade Maior em sua abrangência e beleza e nosso lugar nela, como já foi um dia.

-"A qualidade de uma civilização pode ser vista na forma como ela trata seus animais" -Mahathma Gandhi.

Há uma grave e enorme distorção entre o que se estuda e se sabe no mundo e o que se permite veicular pelos meios de comunicação que, mesmo quando aparentemente promovem lutas por causas "justas", na maioria das vezes estão apenas defendendo a permanência de um mesmo modelo materialista e manipulado que sempre se adapta ao senso atual da sociedade para tranquiliza-la de que as novas idéias são "sustentáveis", sensatas e humanitárias, para manter o controle e ganhar tempo para preparar a sociedade gradualmente e por caminhos tortuosos para assimilar essas realidades, mas pelo viés e mérito da ciência humana, quando inevitavelmente vierem a tona, empregando os mesmos meios de comunicação que veiculam, frequentemente sem saber, cada vez mais, "documentários", matérias e filmes com conteúdo dramático, hiper-editado (leia-se: insuportável, para quem não tem a sensibilidade embotada, pois não se deixa ver nada de fato ou com calma...), sensacionalista, tendencioso e "revelador", frequentemente apresentados com ironia e humor em torno de assuntos "místicos" e "sobrenaturais" ou ainda mostrando a natureza como vingativa, cruel, assassina, violenta, indiferente, traiçoeira e até monstruosa (!) (quem já não ouviu tudo isso nas narrações dramáticas de locutores famosos que continuam a emprestar suas vozes a isso?) sempre insinuamdo que a Natureza ameaça o inocente ser humano de alguma forma com sua fúria ou "truques", quando o ser humano é que apresenta essas características e comportamento para com toda a Natureza, para com o Planeta e seus irmãos humanos e animais... tais programas são produzidos ininterruptamente ano após ano com um objetivo e são utilizados convenientemente como entretenimento lucrativo mas sem compromisso com a busca da verdade ou para com informações úteis de fato para as pessoas saberem viver. Terminado o entretenimento, o assunto é esquecido e passa-se para o próximo, mas fica a mensagem subliminal repetitiva de distorção da realidade que vai se fixando pelo hábito no inconsciente coletivo, dificultando cada vez mais a futura compreensão de uma Realidade Maior.

Na verdade, e para quem possui os "olhos de ver", tudo isso é sintomático (e até possui seu lado aproveitável), que aponta para a convergência inevitável que está acontecendo nos bastidores e que procurei mostrar aqui. Ao vermos isso deveríamos perceber que raramente tais campanhas e engajamentos 'ecológicos' ou 'sustentáveis' poderiam ser legítimos se ainda não se admite uma Realide Maior ou uma busca por um Conhecimento Maior dessa realidade com a humildade, empenho, compromisso e urgência necessárias. E aqui vemos mais uma vez, que a Vida sabe usar nossa negativa contra nós mesmos para um saudável aprendizado: onde o conhecimento milenar de tantas pessoas e crianças sobre essas formas de vida que compartilham nossa experiência na Terra, sempre foi alvo de riso e acusações de fraude por uma parcela da sociedade que sempre se esconde atrás dessa preguiçosa e frequentemente desonesta idéia fixa, acreditando que o ceticismo obstinado é uma virtude a ser conduzida como filosofia de vida, porém praticada com muito pouco bom senso; tais depoimentos e vivências são também quase sempre rapidamente relegados à imaginação do mundo infantil ou às alucinações de adultos que não tem nada melhor para fazer... ignorando sua universalidade que atravessa os tempos em todo o Planeta! Para tudo isso, fica agora para o próprio mundo dos 'adultos' a ironia de sua noção infantil de que o mundo seria só a materialidade que vêem. A pergunta deveria ser: quando vamos parar de rir com ironia e festejar por festejar? Somente quando a dor e o desespero baterem à nossa porta? Agir assim é nosso melhor exemplo de como somos inteligentes, informados e modernos? Mas a verdadeira ironia está no fato curioso e muito significativo de que nossa preferência por encarar e aceitar a Vida e o Mundo apenas pela via da racionalidade objetiva, acabou produzindo uma noção de realidade que é fracionada e abstrata, pois não é mais a realidade, mas só a parte que pode ser entendida e visualizada pelo nosso lado racional, quando há muito mais, sem ainda entender que o que vemos, por mais belo que seja, ainda é a parte mais densa e grosseira da matéria e que esta se sutiliza a cada frequência mais alta, conforme avançamos em nossa visão e progresso. Esse modelo atual de enxergar a realidade, empregando apenas o raciocínio lógico causal e materialista como principal ferramenta e que se apóia com orgulho apenas na análise da matéria sem alcançar uma Síntese dos fenômenos vivos observados, já foi previsto e é chamado de Realismo Infantil, nas palavras do genial Rudolf Steiner, à frente da Antroposofia que fundou, que alertou sobre isso e fêz esse prognóstico no início do século passado... uma fase em que estamos coletivamente quase totalmente imersos hoje, como foi previsto. Despertar desse sono poderá ser muito difícil para muitos mas é igualmente inevitável, extremamente necessário, benéfico e urgente.

Concluindo

Tudo isso não é sonho ou um simples ideal para um futuro distante pois, como procurei demonstrar aqui nessa introdução ao tema, a urgência é para que já estejamos abertos hoje -sem transferirmos mais nosso pensamento sempre para o passado ou para o futuro e sim focá-lo no eterno momento presente, no agora, que é nossa realidade de fato- para nos esforçarmos para integrar o quanto antes, a melhor parte da ciência humana atual com o conhecimento ancestral que precede as limitações impostas pelas religiões que vieram depois. É um grande desafio a ser superado, sem dúvida, devido ao volume de preconceitos, enganos, dívidas, medo, insegurança, entendimento incompleto ou distorcido sobre essas questões e pelos grandes interesses contrários colocados no caminho, mas a recompensa, ao restaurarmos a integralidade do nosso planeta e nossa própria no rumo certo, será igualmente grandiosa e histórica, senão maior e certamente inevitável de acontecer um dia, pois é parte da nossa trajetória natural de Evolução da Consciência que precisa caminhar para uma vida mais completa e legítima para sermos enfim merecedores de usufruirmos da tão almejada Paz e justiça social e ambiental. A Ecologia atual, como filha das Ciências Naturais de ontem, herdou sua fixação na observação meramente material do mundo à exclusão de todo o resto. É hora de corrigirmos essas distorções, empenhando nossas profissões da melhor maneira possível, fazendo avançar este conjunto de noções que são absolutamente necessárias hoje para lidarmos com decisões ambientais ou humanas, de tecnologia, medicina, ciência e alimentação, de manejo, implementação e terraforming, sobre animais e plantas, cursos d'água, destino de dejetos, reciclagem e fontes de energia, para citar alguns, valorizando as novas disciplinas holísticas, através de pessoas versadas e competentes, que precisam fazer parte da equação e ter suas vozes ouvidas. Perceber e agir antes das dores das consequências maiores, é o segredo e ainda há tempo. O modelo atual de ecologia e ambientalismo é simplesmente superficial demais para propor soluções acertadas e sufocado demais por interesses para continuar a ser usado no futuro. Mais cedo ou mais tarde, o aprendizado que não vem voluntariamente, nos é imposto pela Vida através da irmã Dor, e é o que já estamos vendo em todo o mundo e em nós mesmos, numa escala de convergência de fatores e efeitos como nunca antes visto, mas ainda é tempo de reverter o possível de muitas formas e em vários lugares. Nada será em vão e valerá muito para aqueles que o fizerem.

Esperamos de nossos líderes, acadêmicos, pesquisadores, detentores do poder econômico e nossos maiores intelectuais a justa liderança, iniciativa, integridade e coragem nesse resgate, despertamento e criação de um Novo Paradigma para este século, superando o quanto antes, a fase menor do gosto por polêmicas infindas e estéreis como exemplo de sociedade moderna que tudo debate mas pouco conclui na multiplicidade proposital de pontos de vista. Mas a responsabilidade é também individual e intransferível para iniciar esse despertamento interior que implica numa nova visão das coisas. Uma nova e excepcional visão da nossa relação com o meio ambiente, os animais, os espíritos da natureza e com o Planeta, sobre a qual Artistas de Natureza, como os mostrados aqui, no H&A/N possam se orgulhar de participar e contribuir com seus talentos igualmente superlativos e úteis para uma causa que é legítima, urgente e atual.

-"Não há fenômenos sobrenaturais ou não naturais, apenas enormes lacunas em nosso conhecimento do que vem a ser natural". -Edgar Mitchel, ex-Astronauta da NASA e conferencista que esteve no Brasil para a Eco92.

(Este artigo está no ar aqui desde Outubro de 2010 e deriva de estudos e textos próprios que existem desde os início dos anos 80 e que estão no site do iDStudio desde 2001, em desenvovimento constante).


1Evolução sempre significa um aprimoramento, uma constante sutilização da matéria e um refinamento e expansão consciencial para frente, para mais e para melhor. Porém isso não acontece de forma linear ou simplista. Ao referenciar o valor do conhecimento do passado remoto, nunca se deve entender isso como uma volta ao passado, assim como aprender determinadas coisas com indígenas hoje, porque não as soubemos cultivar e preservar em nós mesmos, nunca deve ser transformado em um culto ao primitivo como um modelo para o homem moderno seguir! A Evolução se movimenta num curso em espiral para cima, o que significa que repassamos os mesmos fundamentos diversas vezes até que os tenhamos assimilado de fato, mas a cada 'passada' nos situamos - como sociedade, civilização e como indivíduos - em um grau ou ponto de observação um tanto acima. Esse entendimento nos mostra que o melhor do nosso passado deve ser recombinado com os valores intelectuais e morais conseguidos hoje para termos uma formação mais completa, sólida e sempre mais aperfeiçoada, refinada, dos valores e conceitos Universais. Conquistado isso, o Homem já não segue em frente, escolhe rumos ou obedece a leis por ser coagido, mas por livre e espontânea vontade fruto de sua Maior Compreensão da Vida. Essa é a meta.

2Por Espiritualidade entenda-se o Conhecimento Universal da Humanidade, aquele que vêm da Ciência do Espírito, do ocultismo ancestral sério, despido de alegorias primitivas, fanatismos, sectarismos, modismos ou noções vagas baseadas em superstições, personalismos ou crenças religiosas, pois é antes uma Metafísica honesta, inteligente e séria, digna do avanço mental atual, sem ligação com as religiões organizadas, pois as ultrapassa em muito. O médico e o cientista do futuro terão de ser Sacerdotes da Ciência, ou Cientistas da Alma ou como quiser chamar, capazes de perquerir o passado distante com inteligência, respeito e visão para primeiro saber reconhecer o "joio do trigo" e depois recombina-lo com as noções atuais, sabendo como o desenvolvimento humano e planetário se processaram até os dias de hoje, um processo muito mais rico e diferente do que a história oficial nos conta, sem o que, qualquer "avanço" será um engano limitado às noções materialistas de sua época, com um preço a pagar no fim. Eis a chave que procuramos.

3Apuro pessoal - O sentido dado aqui é o do desenvolvimento natural de uma pessoa que desperta suas faculdades latentes. Naturalmente, muitas outras pessoas já nascem com esses dons mas esse é outro caso: o da mediunidade ou sensibilidade de prova (ou seja, como resultado de determinadas alterações feitas na pessoa antes do nascimento para um determinado fim e não fruto da sua evolução pessoal, sendo portanto em geral, um dom temporário; por outro lado, quando é fruto do despertamento e desenvolvimento pessoal positivo, torna-se uma conquista permanente do Ser), ou mesmo de missão de vida ou de desenvolvimento anterior em outra vida que retorna espontâneamente nesta. Em todos os casos, porém, o que valerá será o desenvolvimento da integridade e do coração da pessoa e sua força para superar os bloqueios colocados pela sociedade atual desde a infância, para poder chegar à vida adulta em condições de reter, educar e refinar essas faculdades naturais.

4Locais Sagrados - Assim como temos nossos métodos de realizar algo empregando nossa inteligência, é natural supor que a Natureza também o faça e ainda mais e melhor pois além de ser anterior a nossa chegada a este mundo que encontramos "pronto", ela faz parte das Forças Criadoras deste Universo que são Inteligentes como atesta a gigantesca e maravilhosa obra criada que ainda continua desabrochando diante de nossos olhos e que tudo provê e cuida antes mesmo de sabermos como funciona. Nessa lógica simples e certa podemos ver que, no caso dos locais chamados ancestralmente de Sagrados (assim considerados por haver ali uma maior concentração geo-magnética de forças criadoras, curativas e transformadoras, energias vitais enfim, que são distribuidas dali para o meio ambiente circundante pelos espíritos da natureza), significando que naquele local os Elementais e/ou os Espíritos da Natureza desempenham funções especiais geralmente ligadas à distribuição de qualidades e energias para o meio ambiente para sua manutenção e desabrochar. Por exemplo: a energia vivificante das águas de um rio precisam ser distribuidas para o interior do terreno em volta e assim por diante. A água já possui uma inteligência própria que lhe diz onde ir, onde é mais necessária, e as Inteligências da Natureza complementam essa ação em todas as circunstâncias, desde o fluir suave e pacífico de um rio que alimenta suas margens e terreno adentro, como nas tempestades e enchentes, quando naturais. Essas coisas nunca são ocorrências apenas físicas e muito menos fruto do acaso.

5Ecologia Profunda é um conceito que existe desde 1973, desenvolvido pelo ativista e filósofo Norueguês Arne Naess para transmitir a necessidade de termos respostas menos superficiais para os problemas sociais e ecológicos que enfrentamos. É uma forma de ambientalismo mais avançado que implica em levar a Cultura Ocidental, onde o homem é tido como um ser isolado no planeta, a reconhecer que na verdade é uma parte integrante da Terra, de forma mais holística reunindo espiritualidade, pensamento, sentimento e ação para um estado mais conectado com a Vida e onde a palavra Ecologia não é algo para se estudar e buscar 'lá fora' mas algo dentro de nós e em toda parte, onde temos um papel a desempenhar. Veja mais sobre isso em nossa página Pelo Mundo no site do iDStudio. Referenciando esse movimento, estamos dando  tão somente um exemplo do que já foi concebido e não necessáriamente dizendo que uma nova ecologia precisa seguir um grupo ou movimento existente, pois é antes de tudo um ideal universalista que toda pessoa precisa realizar em si e em sua profissão.

6Clarividência significa ver mais claramente, mais profundamente, pois utiliza a visão etérica e astral que todos possuimos em estado latente. Ver dessa forma é muito mais do que despertar uma 'terceira visão' pois quando entendido de forma mais ampla e portanto Real, trata-se de sentir, perceber e vivenciar as impressões que se recebe de forma mais participativa e com todo o nosso corpo espiritual, com todo nosso Ser, pois nesse nível já não há órgãos localizados de visão. A noção ilusória e simplista que encorajamos em nosso dia-a-dia na matéria de que o que observamos está sempre 'lá fora', como algo externo ao nosso corpo que 'vê', desaparece quando passamos a ver em dimensões mais sutis, onde a fusão e a ressonância se tornam muito mais evidentes. Há inúmeras referências de valor que mostram que, no passado distante, as pessoas usavam naturalmente essa visão que foi se atrofiando pelo excesso de materialismo que se seguiu com o advento da era moderna de progresso científico e mental. Trilhamos agora, o penoso mas empolgante caminho de retorno a esses conhecimentos e habilidades para recombina-los com o progresso obtido noutros setores.

7Radiestesia é a detecção e interpretação dos campos energéticos sutis que existem em todas as coisas por meio de instrumentos não eletrônicos, como pêndulos de madeira, cristal ou metal, diagramas precisos e equipamentos diversos, e pela sensibilidade pessoal treinada. É uma forma muito mais avançada de percepção para inúmeros fins, como para se saber a qualidade de um local, o tipo de energia de um objeto, a orientação em relação aos campos magnéticos da Terra, para diagnósticos médicos e tratamentos eficazes à distância tanto para pessoas e animais como para plantações e prospecção da qualidade e características de cada solo e região, reformulando e ampliando ainda as noções da arquitetura e construção para serem integradas de fato com o meio ambiente, como no caso de moradias e hospitais em locais apropriados para a recuperação da saúde e nunca sobre locais geográficos e geomagnéticos impensados que podem, e frequentemente são, nocivos ou neutros, entre muitos outros usos essenciais na manutenção da saúde e ampliação dos 5 sentidos. O desenvolvimento da sensibilidade pessoal permite a percepção da presença dos Espíritos da Natureza antes de se poder comunicar com eles e as técnicas radiestésicas estão entre os principais recursos latentes que devemos saber desenvolver, porém sempre dentro de uma ética moral e finalidade legítimas e puras.

8Psicometria é uma técnica ou um aspecto da clarividência. Significa, em poucas palavras, sintonizar e ler no campo áurico-energético de qualquer objeto as impressões nele gravadas para saber tudo sobre o que se passou em seu entorno. Por exemplo, dependendo do treino e sensibilidade do Psicômetra, um objeto como um osso, um móvel, ferramenta ou pedra, pode revelar detahes em imagens tridimensionais que são 'revividas' para se saber com exatidão tudo o que aconteceu com o objeto, retrocedendo no tempo, pois nada se perde na Criação. Aposentos, ruinas, jóias e locais também podem ser assim 'lidos' o que aponta para uma nova era para a Arqueologia e a História, enfim com a Verdade. Longe de ser somente um ritual ou crença do passado, muitos profissionais hoje se vêem dotados desses dons e os estão desenvovendo e usando com resutados altamente comprovados, assim como certas descobertas arqueológicas famosas do passado recente foram conseguidas com esses dons e só recentemente reveladas e admitidas abertamente em Congressos da área para seus maiores expoentes. Falta a sociedade em geral se dar conta e entender que isso muda tudo no qual acreditava até agora.

9Intenção - O momento histórico que vivemos agora finalmente está comprovando científicamente a enorme importância da intenção em tudo que fazemos. Experimentos controlados já demonstraram sem qualquer sombra de dúvida que o pano de fundo do experimentador, técnico, observador, cientista ou de qualquer um, ou seja, seu grau de pureza e intenção, influem e muito no resultado final. "O que vale é a intenção" é portanto muito mais que um ditado divertido da sabedoria popular pois representa a essência de como a vida funciona em todos os níveis! Saiba mais sobre o que realmente está acontecendo no universo científico das pesquisas sobre a Consciência e Alma humanas, interando-se de livros e projetos online de peso, como o The Intention Experiment de Lynne McTaggart e o time de físicos de ponta por trás dessa revolução social, médica e científica e suas implicações na chamada "vida normal" que vivemos.

10Física Quântica - Até seu advento em 1900 através do físco alemão Max Planck, nossa compreensão, pela ciência oficial, sobre a realidade que nos cerca foi extremamente lenta e focada na maior parte na busca pelo que se esperava encontrar na forma da menor unidade física da matéria, o tão esperado "tijolo" na construção de toda matéria deste Universo tido até então como somente material: o Átomo. Mas a realidade era muito mais sofisticada e maior: o átomo não era a menor partícula e nem possuia a susbtância necessária para ser encarada como um 'bloco de construção' de tudo que vemos. Haveria partículas ainda menores e é nesse momento que entra em cena a física quântica: o ramo da mais moderna física de que dispomos que estuda o comportamento e natureza das subpartículas do átomo (quantum = a menor unidade de qualquer entidade física envolvida em uma interação energética, ou seja, uma quantidade de fótons de luz, por exemplo, e sua equivalente descrição matemática) em sua natureza simultânea como ondas (de luz) e partículas, ora um ora outro, onde sua substância física só passa a existir na presença de um observador... Esta revolucionária comprovação (além de todo o resto do que se enquadra no termo geral de Mecânica Quântica) conduz a uma completa reviravolta em todos os ramos das ciências que agora precisam se adaptar a dois conceitos principais: a da não-localidade de todos os fenômenos que envolvem a Consciência e a ressonância entre tudo e todos e o novo Modelo Holográfico da realidade. Como disse Niels Bohr, um dos pais da física quântica moderna, "quem não se abala com [as revelações da] física quântica, ainda não a entendeu". Nesse cenário de despertamento e estudo, o chamado Salto Quântico se refere ao extraordinário avanço na nossa compreensão que está por vir e que mudará tudo que pensamos saber sobre a realidade, a saúde, a natureza e nós mesmos.

11Geomancia - Traduzindo literalmente, podemos entendê-la como uma Divinação do Planeta, ou seja, sondar os aspectos invisíveis da nossa geografia física. A geomancia é algo muito antigo, mas hoje, devemos entendê-la como algo que está sendo redescoberto, retomado e reavivado -sem perder sua essência- para ser recombinado com o desenvolvimento mental e científico atuais, pois essa forma de estudar precisa estar afinada com a mentalidade atual e não ser uma volta ao passado. Ao estudarmos essa realidade extra-fisica com esse conjunto de recursos, poderemos incluir tais noções em nossas decisões ambientais e sociais para podermos ter, desde já, soluções mais legítimas para nossos grandes e graves dilemas. Esse é o caminho e a forma de trazermos esse conhecimento fundamental para a superfície das soluções e realizações práticas que todos almejamos. Princípios como este, implementados em projetos-piloto pelo país afora, são o meio realista de começarmos a desenvolver, educar e por em prática esse conhecimento e obtermos resultados visíveis como requer nossa mentalidade atual e que já vem sendo feito pelo mundo.


Este tema está também sendo desenvolvido com mais informações no site do iDStudio nas seções: Pelo Mundo, Visão de Trabalho, Nova Consciência Naturalista (Beyond Matter is What Matters) e Conhecimento Essencial.

O outro artigo, A História do Naturalista (veja o menu de artigos acima) também traz informações sobre o trabalho genial de verdadeiros cientistas, expandindo  em muito a noção inicial do tema do título, com muita informação adicional essencial: não deixe de ler.

Artistas membros do H&A/N podem postar aqui seus artigos relacionados aos temas deste site.

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Última atualização em Seg, 20 de Fevereiro de 2012 10:06
 


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